Uma pessoa, várias vidas.
Crescemos a acreditar que a realidade se divide entre espaço e o tempo. E se colocássemos na equação a teoria do multiverso? As realidades tornavam-se infinitas, a mesma vida, através de outros olhos, moldes iguais que levam a resultados diferentes, e nisto percebemos que a vida não se resume ao onde e quando, há que aprofundar mais, para se perceber melhor.
Sofia Pereira é uma jovem de 22 anos, estudante trabalhadora. Que leva uma vida semelhante a muitos universitários. E todos os dias vê-se desafiada a equilibrar a vida social, com as responsabilidades, sem deixar para trás a sua família.
Porém este é apenas o conhecimento superficial, que faz com que ela seja mais uma aluna igual aos outros.
Na fronteira das 23 primaveras, Sofia é uma estudante universitária e ainda participa ativamente na Associação Académica. Trabalha sempre que possível na pastelaria da rua, para sustentar a sua necessidade de ser independente, e ocasionalmente na organização de eventos para fomentar a sua natureza comunicativa e criativa. Em casa é filha, e em horas vagas técnica informática, é irmã e conselheira quando necessário, é a neta que orgulha os avós só por ter acesso aos estudos de que estes foram negados. É a amiga que nunca recusa a companhia dos amigos e que facilmente deixa que um baralho de cartas a retire dos estudos.
Sofia como esta só há uma, no entanto aos olhos de cada um há uma Sofia diferente, uma pessoa com várias vidas.
Escrevi isto, não porque sou egocêntrica, mas sim porque acredito que apesar de nos regermos como individuais, há um conjunto de versões que vivem em nós, em simultâneo.
Aquilo que sou hoje, será também uma versão do que em tempos fui. Aquilo que conhecem de mim, é pouco para aquilo que completa.
Sofia Pereira
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