TIC e Sociedade, by Fernando Boavida

1. “Papel do papel nas sociedades contemporânea e futura”

Antigamente pensava-se que as TIC viriam a substituir o papel e as burocracias a ele associadas, no entanto, tal não se verifica devido à enorme utilidade do papel. O papel “afirma-se como suporte de informação de excelência”. A crescente utilização das TIC criou, contrariamente ao que se pensava, uma necessidade maior de gastar papel não só como suporte definitivo, mas também como suporte temporário. O papel ao contrario das TIC não corre o risco de se perder no sistema, de se apagar sem querer nem de ficar desatualizado. O papel do papel é e sempre terá uma grande importância na sociedade pois é uma “forma segura de armazenar informação”.



2. Poder das TIC enquanto armas de construção e destruição de uma sociedade”

As TIC estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano. Por um lado, ajuda na construção de uma sociedade, pois contribuem com facilidades ao nível de todas as infraestruturas criticas atuais e da comunicação e interação social. No entanto, esta construção e educação se não forem bem exercidas poderão levar a uma desconstrução e a uma distração maciça. Corremos o risco de querer estar em todo o lado ao mesmo tempo, de quere estar a combater em todas as faces deixando a vida real em segundo plano. Outra problemática associada a este assunto é a sobre-exposição de informações pessoais na Internet que estão sujeitas às mais variadas violações. Existe, portanto, uma linha muito ténue que separa o poder das TIC enquanto arma de construção de arma de destruição de uma sociedade.



3. “Potencialidades e riscos dos serviços digitais de localização”

Os sistemas digitais de localização estão cada vez mais na voga e contam com uma crescente utilização. Estas aplicações podem possuir inúmeras vantagens no que toca à localização de crianças e também no encontro de pessoas que estejam nas nossas proximidades. Porém, estes serviços têm na sua base uma componente ética e moral que deve ser estudada e bem analisada de modo a não cairmos no erro do controlo excessivo e obsessivo. Estes casos observam-se muito nas relações amorosas, em que esta ferramenta passou a ser utilizada quase como objeto de espionagem. Apesar das inúmeras vantagens que este sistema possui é preciso saber distinguir segurança de vigilância excessiva e ter consciência do que é aceitável e do que não é porque senão “acabaremos por, paradoxalmente, nos perder”.

Beatriz Morgado
publicado por - fcar - às 11:25 | comentar | favorito