No outro dia fui jantar fora a um restaurante muito agradável. Estávamos nós a acabar a sobremesa quando passa pela nossa mesa um rapaz muito querido, por volta dos 3 anos, com a sua chupa na boca. Até aqui tudo muito normal, porém o rapaz ia todo contente não pela chupa mas sim pelo tablet que levava na sua mão.
Ontem, dia 1 de maio, fui passar o dia na ribeira. Ao nosso lado estava um grupo de rapazes e raparigas que conhecíamos. Desde sexta-feira que tinham ido lá acampar. Entretanto passaram outras três raparigas para dentro de água. O que é que todos eles tinham em comum? Estavam agarrados ao telemóvel mesmo com todo um dia de sol para aproveitar.
Estas duas situações levaram-me a perguntar: Será que este vício das tecnologias não poderá ser revertido?
Não estou aqui a criticar quem se agarra às tecnologias. Eu própria não vivo sem o meu telemóvel. No entanto, ainda consigo passar um dia apenas sabendo que ele está na minha mala e aproveitando o que o dia me proporciona. Ainda consigo ir jantar fora e apreciar a companhia de quem vai comigo.
É claro que com isto não estou a dizer que as crianças e os jovens não deviam ter telemóveis ou tablets ou algo parecido. Apenas me questiono: Será que vais ser cada vez mais difícil afastar as crianças das tecnologias enquanto ainda são novas? Será que ainda podemos dizer que são novas demais para isso?
Andreia Almeida, 51901
Se é possível reverter essa situação? Não. Tudo isso depende dos pais dessas crianças, cada vez mais há crianças com tablets e smartphones nas suas mãos, o que é absolutamente ridículo. Crianças de três anos deviam estar a brincar com os seus amigos da mesma idade, não a olhar para um ecrã que lhes pode trazer mal à sua própria vida à medida que vão crescendo.
E esses jovens que estavam na praia deviam estar também a aproveitar o que a natureza lhes dá, é impressionante ao ponto a que este mundo chegou, preferem falar com os amigos via teclado do que lhes falar pessoalmente.
Já não há noção nenhuma do que se deve ou não fazer nessas situações.
Solange Antunes a 3 de Maio de 2016 às 16:28
Infelizmente não há idade limite para possuir algo como uma tablet. É mais frequente ver um menino/a de um ano com um tablet do que se calhar alguém da nossa idade com um igual, falo por mim que nunca tive um. É muitas vezes considerado como uma ajuda ao crescimento do mais novo.
Antigamente era a televisão a nossa ajuda no crescimento. Hoje, uma boa cobertura de wi-fi e acesso ao youtube e aplicações.
Alexandre Santos a 8 de Maio de 2016 às 17:35
Infelizmente essa é a grande realidade dos dias de hoje. A tecnologia está a apoderar-se cada vez mais da nossa vida. Mas essas crianças só têm acesso a esses gadgets porque os seus pais assim o permitem. Eu tenho dois primos bastante pequenos e eles têm um acesso limitado às tecnologias porque a minha tia assim o quer. Agora são muitos os casos em que os pais, porque estão cansados ou porque querem um pouco de sossego "atiram" os tablets e os telemóveis para os filhos. Acho que isso é horroroso, mas já vi isso acontecer...
Todos os pais se queixam, mas no fundo também não levam os seus filhos ao parque, ou a um passeio na praia ou na serra. Porque para eles é mais fácil dar a tecnologia às crianças.
Carolina Lagarto nº 51910 a 10 de Maio de 2016 às 17:11
Eu acredito que possa ser revertido. Mas o facto de ser revertido leva a um grande empenho e dedicação por parte dos pais. E sinceramente... a maioria está-se a cagar para isso!
Em todo o lado se fala dessas tecnologias. Na televisão, nos shoppings, na rádio... a publicidade a esses produtos invade-nos para onde quer que vamos. Não conseguimos proibir as crianças de ouvirem isso!
É difícil dizer que não ao filho quando ele pede aquele tablet ou telemóvel para o aniversário. E depois porque a agitação diária também leva a isso. Logo, é-lhes mais fácil dar esse tablet ou telemóvel à criança.
Claro que há exceções e há pais que não são assim. Valham-nos esses!
Cristiana Brito a 13 de Maio de 2016 às 19:24
Desde cada vez mais cedo as crianças se apegam às novas tecnologias e trocam-nos por peluches, passando estas a ser as suas melhores amigas. Os acontecimentos que relataste são cada vez mais constantes, esteja um dia de sol para aproveitar lá fora, ou esteja um dia de inverno, mas podemos aproveitá-lo a ver um filme com amigos ou mesmo com a nossa família. Deste modo, são muitos os comentários possíveis mas, mais para a frente, a sociedade vai perceber que o bom da vida são aproveitar os pequenos momentos, que são os melhores. Muitas das pessoas não sabem aproveitá-los e saberão distinguir uma vida »vivida» de uma vida não »vivida».
Catarina Palma a 23 de Maio de 2016 às 23:14
Considero que as novas tecnologias são algo que neste momento estão demasiado enraizadas na vida de cada um de nós. Apesar de por vezes querermos estar sozinhos e aproveitar a companhia de alguém importante para nós, é quase inevitável aquele "espreitar" nas redes sociais, para nos actualizarmos constantemente das novidades. Na verdade, não é culpa nossa mas sim do mundo actual em que vivemos. A informação está cada vez mais disponível e a sua receção é instantânea. Somos bombardeados com inúmeros estímulos a todo o momento. Esta é a realidade que vivemos nos dias atuais. Penso que seja impossível mudá-la, no entanto deviamos tomar consciência que as coisas mais importantes da vida ainda acontecem cara a cara, no calor dos momentos e não através de uma tela de um telemóvel ou tablet.
Stefanie Palma a 24 de Maio de 2016 às 15:11
Hoje em dia as crianças cada vez mais cedo têm acesso às tecnologias e, inclusive, possuem já aparelhos eletrónicos pessoais e privados. Mesmo na escola primária já se vê a disputa pela tecnologia mais recente, o que me deixa bastante triste. Contudo, a culpa não é das crianças mas sim dos pais que deviam ter mais atenção à forma como as crianças passam os tempos livres, até porque não é saudável, sobretudo para as crianças, passar a maior parte do tempo fechadas em casa em frente a um ecrã digitial, e a prova disso é a obesidade infantil cada vez mais acentuada nestas idades, para além de muitos outros fatores prejudiciais que destes maus hábitos podem advir.
Marta Santos, 51766 a 24 de Maio de 2016 às 23:26
Se é reversível? É, certamente. Porque se fosse dito ao homem das cavernas o que se passa em 2016, ele não acreditaria e no entanto cá estamos. Apenas essa reversão não é "imposta". Os próprios pais agora compram todo este tipo de tecnologias para oferecer e entreter os filhos que ainda ontem estavam no útero. Tudo serve desde que haja sossego uns minutos.
Quanto aos jovens, já é mais complicado mas espero que com tempo, da mesma maneira que nós conseguimos analisar criticamente este estado da sociedade e há uns anos atrás vivíamos para o MSN, pode ser que estes também consigam abrir os olhos.
Emídio Pontes a 26 de Maio de 2016 às 13:38