Porque é que esta malta só gosta de funk?

É certo que a música é e sempre foi uma forma de expressão de sentimentos e emoções de um emissor para um recetor. Mas até que ponto é que a mensagem chega a ser controversa e origina discussão entre a sociedade civil? Há muito tempo que penso neste assunto. Costumo ver frequentemente miúdos na faixa dos 10 aos 12 anos que ouvem e dançam o chamado funk brasileiro (sim, porque o funk tradicional é outra coisa; algo que, na minha opinião, tem mais diversidade rítmica, estrutural e sonora. Aqui está um exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=HG6kIYE3TGc ). O problema é que as letras destas músicas incitam, na minha opinião, ao desrespeito da mulher e também à sexualização excessiva da mesma. É comum ouvirem-se expressões que fazem referência à mulher como instrumento nas mãos do homem e que aludem a partes do corpo íntimas. E este tipo de “cultura” é cada vez mais comum e – pior – gratuita. Se formos às tendências do Youtube, os vídeos de funk ocupam um lugar principal. Como processam as crianças toda esta informação? Será que caminhamos para uma sociedade onde a mulher não tem respeito por ela própria, dando-se como um presente sem olhar a consequências?

David Santos, a61432
publicado por - fcar - às 18:28 | comentar | favorito