Na minha opinião as pessoas gostam de funk porque é algo que está na moda, a mulher despida é uma forma de chamar público masculino. Isso aconteceu muito quando a kizomba estava mais na moda. Mas tudo muda, agora funck, amanhã já é rock.
Tiago Lima a62374
Anónimo a 24 de Setembro de 2018 às 00:26
O funk brasileiro está a dominar os tops mundiais mas, na minha opinião, o que faz com que as crianças e jovens ouçam e dancem este tipo de música é o ritmo das mesmas e a questão de todos dançarem. Metade dos jovens não liga às letras, só cantam porque ficam no ouvido. Quanto à questão de caminharmos para uma sociedade onde a mulher não tem respeito por ela própria, acho o contrário: estamos a caminhar para uma sociedade onde os movimentos feministas estão a crescer, onde a mulher defende a sua posição e onde esta não se dá como presente sem olhar às consequências.
Rúben Bento, a61459
Anónimo a 25 de Setembro de 2018 às 11:15
A meu ver a principal questão não é se caminhamos para uma sociedade onde a mulher não tem respeito por si própria, mas sim se continuará a ser utilizada como objeto sexual, condicionando a sua beleza ao expor os seus atributos.
A sexualização do corpo feminino é utilizada em vídeos musicais há décadas. Se formos a outra plataforma de redes sociais como o Instagram, as mulheres que postam fotos expondo-se, podem apenas o fazer por se sentirem bem no seu próprio corpo, elevando assim a sua autoestima ao receber “certos comentários”.
Concordo que uma mulher que se expõe desse modo para milhares de pessoas pode não ter muito respeito por si própria. Talvez o problema não seja da mulher, mas sim da sociedade que a faz acreditar que necessita da aprovação alheia.
Leila Coelho 55372
Anónimo a 25 de Setembro de 2018 às 18:49
Olá David, considero o funk brasileiro um género de "fast food" da música, é de fácil consumo, fica no ouvido e tem um ritmo viciante que não permite a ninguém ficar parado, ingredientes imprescindíveis para o sucesso.
É um género musical bastante consumido pelas gerações mais recentes, penso eu, por ser dos mais tocados em todas as festas, cada vez mais é passado frequentemente em várias estações de rádio, ocupa posições de destaque nos topos de tendências de plataformas online como o YouTube. Por vezes, chega a parecer que é algo que nos está a ser incutido, dai eu acreditar convictamente que quem ouve este género musical, fá-lo sem refletir acerca da sua lírica.
Lírica essa, que objetifica e sexualiza excessivamente a mulher, tal como disseste, e chega a glorificar o homem que trata desta forma a mulher, espero não estar errada quando digo que as gerações mais recentes ouvem estas músicas de forma inconsciente, sem perceber o que estas estão realmente a dizer, seria uma grande perda para as lutas feministas cada vez mais emergentes.
Por fim, acho que a mulher não perdeu o respeito por si próprio, quem não respeitou a mulher foi o autor das letras de funk brasileiro.
Patrícia Baião, a61376
Anónimo a 26 de Setembro de 2018 às 20:09
Em primeiro lugar sou um defensor da liberdade de expressão, os indivíduos produzem a música e o público consome pois lhe agrada. Temos que aprender a analisar tudo fora da nossa zona de conforto, eu entendo a sua crítica e concordo com o ponto que levantou sobre o machismo nas letras mas devemos entender que só criticamos essa música pois ela está em português e todos percebem logo o que está sendo dito, mas se parar para analisar a fundo diversos artistas renomados como Gun's and Roses, Aerosmith, rappers e outros tem letras que também reproduzem o machismo. O funk cantado pelos MC's na maioria das vezes é um relato da realidade em que ele vive, logo ele acaba reproduzindo o que vivencia no dia a dia. Então preste atenção, músicas feitas com a única intenção de vender sempre irão existir, mas a sua luta deve ser contra o machismo (que acaba por influenciar toda estrutura social pelo mundo inteiro) e não contra o gênero musical em si. Se fizer uma busca no google por letras sexistas vai encontrar exemplos em diversas músicas de diversos artistas super prestigiados. O problema não é o funk, o problema é o machismo.
Gustavo Costa 59683 a 27 de Setembro de 2018 às 14:16
Querido David, é certo que tens toda a razão quando faladas das letras que são hoje produzidas e criadas para o funk, eu própria discordo e não gosto de muitas delas, é o caso do: "Oh Bebé gosto mais de você do que dji mim", que para mim é completamente ridículo, já que para amar alguém temos de nos amar a nós mesmos, sim muitas vezes nós já nos rebaixamos e estas músicas não ajudam à festa. Em muito concordo com a tua opinião, no entanto os jovens tem acesso a mil e uma coisas muito piores que letras de músicas. Hoje em dia é fácil aceder a qualquer coisa. A liberdade de expressão é uma temática importante e concordo que exista, sou a primeira a concordar, já que como futura jornalista, liberdade de expressão me vai fazer falta, mas à semelhança do Rúben considero que os jovens muitas vezes nem tomam a atenção devida às letras, já que o que importa é o ritmo e a sonoridade que é quase um botão automático para que utilizes o teu corpo e dances. A beleza não está na música e o objetivo não é esse, o objetivo é que a música faça o teu corpo mexer para que aí sim a beleza aconteça, a beleza de dois corpos que dançam, por exemplo. Carolina Figueiras 61487
Carolina Sousa Figueiras a 16 de Dezembro de 2018 às 17:00