Pirataria Informática: a internet como arma de poder

Num mundo de 1´s e 0´s, nunca foi tão fácil criar um algoritmo. Uma outra dimensão para nós indivíduos comuns controlada pela inteligência tecnológica e visitada por qualquer um que saiba lá navegar. 

No passado, as nações impunham os seus poderes num tipo de guerra mais convencional, aquela feita num território físico e geográfico, envolvendo soldados, armas e munições. Hoje, essa arte de guerra, transporta-se para o ciberespaço, um submundo digital e tecnológico, protagonizado pelos “crânios” da informática – os hackers – através de meios digitais onde a perícia, o conhecimento e os algoritmos são as armas mais perigosas. Nasceu assim um novo tipo de guerra no século XXI, a ciberguerra. Um conflito travado de forma invisível, nas linhas de comunicações que hoje circundam o planeta e que permitem o fluxo de informação e de comunicações, em tempo real, entre todos os continentes.

A grande ironia entra aqui, com a evolução da ARPAnet até à Internet que conhecemos hoje, e o facto de que essa mesma rede que foi criada para proteger os EUA contra ataques nucleares é a mesma rede que, hoje, permite a emergência desta nova forma de conflito digital em todo o mundo.

Como em qualquer tipo de guerra, as armas são disparadas e os ataques começam, no caso dos ciberataques, nestes são desenvolvidos programas informáticos que atuam na invisibilidade e tomam o controlo de infraestruturas digitais ou industriais, os vírus e os worms, provocam o caos nas ligações de dados, impedindo os cidadãos de usarem serviços online e fontes de informação que os atualizem, dando origem a um total isolamento digital, como aconteceu recentemente com os sites da SIC e do jornal Expresso, onde os hackers retiveram toda a informação disponível impossibilitando a sua visualização.

Por outro lado, os danos podem ser físicos e causar destruição de todo aquilo que possa ser controlado remotamente, como sistemas de instalações industriais ou carros automáticos.

A ciberguerra redistribuiu o poder, criou novas ideologias sociais e políticas, desenvolveu novos receios e possibilitou o uso de novas ferramentas de guerra, contratando com o seu objetivo de criação inicial de defesa militar num contexto convencional, podendo atingir qualquer país, incluindo aquele que a desenvolveu.

a71864 Margarida Moreira

publicado por - fcar - às 16:53 | comentar | favorito