Omnipresença do Açúcar

Omnipresente na vida de qualquer Homo sapiens inserido no seio da sociedade ocidental. Deus da pirâmide alimentar. É assim considerado o açúcar, ainda que subconscientemente, por muitos. Com a quantidade de alimentos processados que consumimos diariamente, o açúcar, assim como outros aditivos imperativos no processar de alimentos, ultrapassava facilmente a linha do aconselhável. O açúcar está em praticamente tudo o que é processado; não só no que é doce, como se vulgarmente pensa. Logo na primeira refeição do dia se consome esta substância. Croissant? 11g. «E que tal o pão? É claramente mais saudável que o croissant e não tem açúcar». Mentira, tem 5g. Leite animal também 5g. Geleia de supermercado tem, no geral, à volta de 13g. Tudo tem açúcar! O típico café expresso, consumido frequentemente por nós, portugueses, é degustado com a parceria de 6 a 8 gramas de açúcar. Para uma chávena tão pequena, absorve-se uma quantidade de açúcar brutal, este consumido 2, 3 ou mais vezes por dia. A SIC Notícias analisa mais aprofundadamente este tópico específico na pequena reportagem “Excesso de açúcar começa no pequeno-almoço” e sugere alternativas para um pequeno-almoço saudável (disponível acedendo ao link http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-02-10-Excesso-de-acucar-comeca-no-pequeno-almoco).

Esta substância é uma droga. É, simplesmente, uma droga aceite pela nossa sociedade. O canal de Youtube “What I’ve Learned” explica o processo (https://www.youtube.com/watch?v=LPxIssabhTc). Tal como qualquer outra droga - por exemplo a cocaína -, o açúcar afeta o nosso nível de dopamina (neurotransmissor que desempenha várias funções, uma das quais o motivar a sensação de recompensa) fazendo com que, após consumi-lo, nos sintamos recompensados e consequentemente felizes. Não é ao acaso que o açúcar é “doce” e esta mesma palavra pode também adjetivar algo/alguém como agradável. Este vício, como qualquer outro, é negativo e tem repercussões: dependência, excesso de peso e redução da produtividade. O açúcar é um estimulante de alta rapidez. Ao consumi-lo os níveis energéticos rapidamente aumentam, mas, em contrapartida, também decrescem rapidamente (e tornam-se ainda mais baixos do que antes de o consumir!). Com tal descida, a produtividade diminui e o nosso corpo, “ressacado”, pede-nos mais desta substância de forma a ressubir o nível energético. Aqui entra a característica viciante do açúcar. Questiono-vos: como podemos alterar esta situação? Regular o uso de açúcar populacional? Alertar/Educar todos os cidadãos para o problema, desde – e principalmente - novos? Ambas as opções? Inês Lopes, a55531
publicado por - fcar - às 09:16 | comentar | favorito