Embora tenha nascido em Nova Iorque nos EUA, como qualquer tipo de arte, o graffiti está espalhado pelo mundo e Portugal não é exceção.
De norte a sul do país, podemos ver exposições destas obras primas a céu limpo, murais que contam histórias, paredes que transmitem sentimento. Lisboa, Porto, Covilhã, Setúbal, Olhão, são algumas das cidades portuguesas onde podemos encontrar esta arte, que nascera em Portugal na década de 1990. Portugal está entre os melhores do mundo no graffiti, três murais feitos por artistas portugueses foram incluídos na lista de melhores graffitis de 2014 pelo movimento I Support Street Art1, Bordalo II (Artur Bordalo), com a obra Olhos de Coruja, localizado na cidade de Covilhã. Vhils com uma obra concluída em outubro de 2014 para a Galeria Urban Forms na cidade de Lodz, na Polónia e o artista Odeith (Sérgio Odeith), com a obra Rapaz dos Pássaros. Também em 2014. Huffington Post2, incluiu Lisboa (em 6º lugar) no top das 26 melhores cidades do mundo para ver grafittis, depois de Berlim, São Paulo, Melbourne, Cidade do Cabo, Moscovo. No entanto, será que esta forma de arte já é aceite pelos portugueses? Será realmente o graffiti uma forma de arte?
Catarina António, a57987
De facto Portugal tem inúmeras pessoas talentosas e pessoas que se qualificam entre os melhores dos melhores na sua arte mas que não têm qualquer reconhecimento a nível nacional, e porquê ? Não são o Cristiano Ronaldo e não jogam futebol. É disso que o reconhecimento nacional se trata. Pois fiquem a saber que existem inúmeros dançarinos, cantores e atores que neste momento estão no estrangeiro a singrar na vida e a receber todo o valor que o seu próprio país não lhes deu.
Daniel Pereira a 21 de Maio de 2018 às 15:37
Eu considero o graffiti como forma de arte, pois é uma forma de expressão.
é um tema bastante controverso, sendo que é muitas vezes comparado com vandalismo, mas nao o vejo assim.
Há graffitis que acabam por dar às ruas um toque especial, tornando-se muitas vezes características especiais de cidades, e mesmo até pontos de atracção para as pessoas que as visitam.
Madalena Silva a 22 de Maio de 2018 às 12:39
Sim, o grafite se destaca como uma forma de arte. Ele vem a complementar a urbe, geralmente com uma crítica social bastante forte, porém passada de forma sutil e agradável ao olhar público. Se os prédios vem a ser obras de arte arquitetônicas, que compõem o desenho urbano da cidade, o grafite os colore, e por vezes, os renova, como no caso de Olhão. Prédios abandonados ou depredados se tornam uma verdadeira tela em branco para a representação artística presente no grafite. É então passada para a comunidade que compõe a cidade uma mensagem - e acredito que isso é arte.
Brenda Brito a 22 de Maio de 2018 às 14:54
Pessoalmente, acredito que o Graffiti, nos dias que correm, já seja, minimamente, aceite pelos portugueses. A meu ver, é uma forma de Arte tal como tantas outras e, de facto, já existe desde a Antiguidade, embora muitos não o saibam. Portanto, fazendo parte de nós já há muitos anos, acho que as pessoas acabaram por perceber que o Graffiti não tem que ser visto apenas como vandalismo. No entanto, ainda existe muita crítica em Portugal acerca desta forma de expressão... na verdade, há-de ser sempre um tema muito controverso e que gera diversas visões e opiniões.
Salomé Pascoal a57573 a 22 de Maio de 2018 às 16:08
O graffiti encontra-se entre duas visões: a da sociedade, que o denomina como um ato de vandalismo e/ou um atentado ao património, e a dos graffiters, que o defendem como uma expressão de arte alternativa, como uma contracultura, onde se manifesta a criatividade, estimulada por vezes, pela crítica à realidade social ou, simplesmente, pela vontade de "dar mais vida" aos espaços urbanos.
De facto, a sociedade portuguesa ainda não conseguiu compreender esta forma de arte, daí se considerar o graffiti uma forma de arte incompreendida.
Acredito que o pouco conhecimento sobre determinados assuntos nos levam a ter opiniões rasas e, em muitos casos, radicais. Talvez esteja aí a base do problema. O graffiti, intimamente ligado ao movimento do hip hop, é uma manifestação artística em espaços públicos, é a arte de rua que expressa toda a opressão que a humanidade vive por meio de desenhos e pinturas. O preconceito com esse tipo de arte fez com que a sociedade não conseguisse diferenciar graffiti de pichação, criminalizando toda e qualquer expressão em lugares públicos.
O fato é que existe uma diferença muito grande entre grafite e pichação. A pichação é o ato de escrever em muros, fachadas de prédios, monumentos e, normalmente, é marcada por palavras de protesto ou insultos, além de ser o objeto de demarcação de gangues que disputam um território.
A diferença clara, embora pouco conhecida, é o suficiente para que se saiba que essas duas manifestações estão em lados opostos, já que, enquanto uma é arte, a outra é mera poluição visual. É claro que não defendo o grafiffiti em muros de casas de pessoas que não autorizaram, por exemplo, mas, do mesmo modo, acredito que o graffiti em espaços públicos como muros de locais desabitados, viadutos e elevadas, por exemplo, são capazes de cumprir com dois objetivos: a expressão e denúncia de vozes marginalizadas e uma decoração que quebra a monotonia das cidades contemporâneas.
As pinturas com elevada qualidade artística, as cores vivas que chamam a atenção e os contornos bem definidos, dão destaque a artistas urbanos que tampouco têm oportunidade para divulgar sua arte.
Inês Calvinho, nº57922 a 23 de Maio de 2018 às 03:51
O graffiti em Portugal ainda divide muitas opiniões. Embora seja bastante apreciado pelas faixas etárias mais jovens, ainda é muito criticado e julgado, chegando mesmo a ser caracterizado como vandalismo por grande parte da sociedade.
É importante dizer-se que muitas vezes o que vemos graffitado são críticas às sociedades mais altas e ao governo, e normalmente são estas classes mais altas que reprovam os graffitis.
É triste ver que o graffiti, muitas vezes nem sequer é aceite como arte, nem muito menos equiparado a obras que têm lugar em galerias e museus.
Aqui está mais uma vez retratado um tema onde ainda são precisas abrir muitas mentalidades.
Com isto não quero dizer que não exista vandalismo. Muitas vezes passamos em ruas onde paredes, portas, janelas, estão simplesmente todas riscadas e destruídas. No entanto, não considero isso como graffiti.
O graffiti é uma arte incrível, que deveria ser destacado e ter o valor que merece.
Catarina Marques, a58660 a 23 de Maio de 2018 às 11:57
O graffiti definitivamente é uma arte, no entanto, tirando algumas excepções, a maioria dos grafittis são feitos em sitios sem autorização dos proprietários logo também é vandalismo. Por isso que eu considero os graffitis uma "arte vandâla", uma arte expressionista e contra o sistema.
Mauro Viegas a 28 de Maio de 2018 às 16:22
Primeiramente há que noção de que o conceito de arte é relativo de pessoa para pessoa e de cultura para cultura. Pessoalmente, considero o que Graffitti arte, não nem tudo o que está escrito numa parede com tinta e cor o é. Existem as ditas "tags" que não passam apenas de tentativas de chamar a atenção por parte de quem se tenta afirmar (sem) um conteúdo relevante na sociedade
Eunice Silva a 30 de Maio de 2018 às 02:46