Ao ler este post fui pensando no meu próprio caso. Com os avanços tecnológicos e a presença cada vez maior de pequenos gadgets, bem como de grandes electrodomésticos entrou no meu quotidiano. Ainda à pouco tempo respondi a um questionário que tinha como tema o uso do telemóvel, e ao acabar de preencher esse mesmo questionário fiquei a pensar no quão dependentes nos tornamos da tecnologia.
Respondendo à tua pergunta, não, não imagino. Sou viciado em tecnologia e procuro estar actualizado quanto às novidades.
André Sousa a 1 de Dezembro de 2014 às 03:53
A todo o lado que vamos está presente a tecnologia: na universidade os professores dizem: ''Vão à tutoria que está lá o documento/livro que vamos ler/dar hoje''; vais ao médico e ele passa-te a receita no computador; vais à mercearia da rua e o senhor já não faz contas de cabeça porque tem uma máquina que faz a conta e passa automaticamente a fatura da nossa compra.
A frase ''No meu tempo não havia nada disso e eu era feliz'' já não causa impacto porque os nossos avós e pais também já não vivem sem televisão ou um telefone de casa. As próximas gerações vão ser completamente dependentes da tecnologia.
Respondendo à tua pergunta, acho que só o facto de sabermos que temos ali o telemóvel com acesso à internet é um conforto, muitas vezes tenho a net ligada mas nem a estou a usar, ''é só para o caso'' de alguém querer/precisar de alguma coisa.
Beatriz DCastro a 1 de Dezembro de 2014 às 20:55
Caro João, excelente post.
Hoje em dia penso que nenhum de nós consegue ser completamente independente da tecnologia que por sinal de encontra presente em qualquer passo que demos no nosso dia-a-dia.
Se formos de férias não vamos sem o nosso telemóvel ou tablet. Se estivermos a almoçar com a familia não podemos deixar de ter o WI-FI ligado ao mesmo tempo e ver o feed de noticias do facebook. As redes sociais incentivam esta nossa depêndencia cada vez mais, o que por um lado é bom pois antigamente saíamos da escola e não tinhamos como comunicar com o colega antes do dia de amanhã e hoje basta estarmos online, mas será que esta dependencia só tem lados positivos? Não só as redes sociais, mas tudo o que se pode fazer na Internet é aliciante. O fato das redes cada vez mais terem tarifários diversificados também faz com que aproveitemos e todos nós até as gerações anteriores, possuam sms grátis ou chamadas.
Ao logo dos tempos a tecnologia foi mudando, e o homem é constantemente bombardeado com fragmentos desta mesma até assimilar tudo. Há quem diga que a cultura também se perdeu, e que livros não se leem mais sem ser online. Eu pessoalmente gosto de comprar um bom livro desligar-me dos WI-FI, e ter um pouco de paz longe do mundo online. Mas será que todos nós o fazemos? Ou alguns de nós são completamente dependentes do mundo das tecnologias?
Cátia Pires a49608 a 1 de Dezembro de 2014 às 21:01
Se recuarmos na história, o homem foi sempre muito criativo e continuará a ser. Penso que a parte de nos surpreendermos tem muito a ver com a "baliza" do nosso tempo de vida e do que presenciamos (e do passado que conhecemos). Não podemos esquecer outras invenções passadas que surpreenderam também os nossos ancestrais, como a roda, o vidro, a pólvora, a eletricidade, o sistema de esgotos, o plástico, o frio (frigorifico), as vacinas, o relógio, o telefone, a rádio, a tv, o avião, etc, etc. Aliás o "Carlos" da tua história utiliza ainda hoje alugumas desas invençoes do passado que ainda perduram (com versões melhoradas, claro), e dá-as como adquiridas e nem tem ideia da importância que elas têm para a nossa qualidade de vida. Por exemplo, o sistema de esgotos; pensamos nisso hoje? não. Mas, só o facto de, quando a vontade aperta, podermos sentar-nos com todo o conforto numa sanita das nossas casas, é uma conquista extraordinária. Concluindo, na minha opinião, o homem continuará sempre a invovar (e melhorar o que já existe), de forma a viver sempre num estado de permanente deslumbramento para poder fazer parte da sociedade de consumo (porque se não "consomes" não existes). Assim, gostaria de terminar este meu comentário com uma pergunta: caso tivessem de decidir (para sempre), entre ter uma sanita confortável ou um smartphone xpto , qual seria a vossa opção? pensem bem antes de responder (de preferência quando estiverem sentados na dita cuja).
João Guerreiro a 3 de Dezembro de 2014 às 00:07
Sem dúvida que a tecnologia tem vindo ao longo do tempo a tomar cada vez mais conta dos nossos dias. Leio teu post e identifico-me por completo com ele, sinto que cada vez mais uma maior dependência de estar constantemente ’’online’’, o que de certa forma me assusta, pois considero que nada que nos torne dependentes seja na sua totalidade positivo. Apesar das mais variadas vantagens que nos trouxe como por exemplo o imediatismo na informação, também trouxe muitos retrocessos no ser humano individual, numa situação bastante frequente como a antiga ‘’conversa de café’’ que atualmente foi trocada pelo chat do facebook. Mas respondendo à tua questão, não, eu não me imagino a viver sem tecnologia. E não deixo de procurar sempre pela novidade.
Ana Catarina Jesus a 5 de Dezembro de 2014 às 01:49
Agradeço a todos os que comentaram o post, dando a sua opinião acerca das suas experiências com a tecnologia. Certamente que eu partilho a mesma opinião que a vossa. Aliás estamos tão "institucionalizados" para a aceitação da chamada "idade tecnológica " que não conseguimos deixar o vício digamos de ,por exemplo, abrir um televisor para ver notícias ou até mesmo ligar um computador para trabalhar ou pesquisar na Internet. Verdade seja dita que se não fossem os aparelhos que dispomos não teríamos a colectânea de informação que hoje nos é praticamente dada. Respondendo à pergunta do João Guerreiro, digo em primeira instância, que é deveras uma pergunta complicada. Sentado no dito utensílio penso como seria se não o tivesse. É-me difícil imaginar. Se bem que nós, ocidentais, fazemos as nossas necessidades de forma errada pois a posição não favorece a coluna (é uma questão de pesquisar- lá está). Considerando o telefone como um meio de comunicação para estabelecer contacto com alguém, não necessitaria propriamente de um smartphone cheio daquelas aplicações malucas que por vezes até são engraçadas. Dito isto, preferia a gloriosa sanita moderna ao moderníssimo smartphone XPTO. Abraço
João Carmo a 6 de Dezembro de 2014 às 17:22
João
Concordo a 100% com o que escreveste no post. Acho que nos dias de hoje, já ninguém consegue ser independente das tecnologias. E ao dizer isto, refiro-me até mesmo aos adultos, que às vezes conseguem ser “piores” que nós. Mas uma das questões que me inquieta mais são os miúdos mais novos (falo ainda no 4º, 5º ano) que já andam nas escolas com telemóveis, às vezes melhores que os nossos! E nós, na idade deles, raramente tínhamos acesso a telemóveis…
Sinceramente, costumo pensar muitas vezes, como seria um mês sem estar frente a frente com as tecnologias. Quer seja telemóveis, computadores, televisões ou internet. E chego sempre à conclusão que é quase impossível. Hoje em dia não conseguimos levantar-nos sem olhar sempre para o telemóvel, durante as refeições, temos sempre a tentação de ligar a internet móvel e dar uma espreitadela nas redes sociais, antes de dormir ouvimos música ou vemos uma série no telemóvel, estamos constantemente a mandar mensagens e já para não falar nas horas que perdemos a falar por chamada com alguém. Já nada é como antes em que as noitadas se passavam no sofá com a família, pelo menos só com a televisão e os quatro canais.
Com isto não estou a dizer que as tecnologias são uma má influência para todos nós. Apenas digo que, com o desenvolvimento das tecnologias, de ano para ano, nós temos tendência a aprender a lidar com elas e torna-se num hábito difícil de perder. É bom poder agora contactar com qualquer familiar à distância e o tempo que quisermos. Sim é. É bom ter vários canais de televisão para ver e internet para poder falar com amigos e ter acesso a todas as informações que se passam no mundo. Sim é. Mas e a família? Às vezes dou por mim agarrada ao telemóvel, a jogar jogos enquanto estou com família e sinto-me mal com isso, porque devia aproveitar cada minuto com eles.
Sei que não dá para ser independente das tecnologias, neste momento (caso contrário também não conseguiria enviar o que escrevi) mas dá para sermos menos dependentes. ;)
Sofia Elisiário a 13 de Dezembro de 2014 às 17:29