Netflix e a revolução no consumo do entretenimento
O serviços de streaming tem estado em ascensão nos últimos anos. A facilidade de possuir um largo conteúdo nas pontas dos dedos para seus usuários, bem como sua mobilidade, de estar disponível em qualquer lugar, é um fator de forte atração na atual sociedade conectada. Se encontrar com amigos para ver filmes, ou na sala com a família para ver TV já é um conceito passado. É de seus próprios espaços que as pessoas têm se encontrado online para ver séries ou filmes (por vezes no modo binge-watching, em relação às séries). Os algoritmos presentes nestes sites também têm sido importantes para contribuição de outro fator: por mais variado que seja seu cartel de opções, os consumidores são levados a consumir apenas o que já faz parte de seu grupo de interesse, ou seja, quem gosta de filme de ação, consome apenas filmes de ação. Tal característica é vantajosa, tendo em vista que diversos grupos sociais têm sido agraciados com a oportunidade de ter entretenimento por vezes não obtida em salas cinema ou TV, porém ainda assim acaba por criar uma sociedade monótona, fiel apenas a seus interesses. Resta nos observar para ver de que forma isso pode mudar: a nós como sociedade, será uma sociedade monótona e alheia a realidade, ligadas apenas a seus gadgets, que teremos no futuro? Ou o Netflix, que atualmente parece ter o modelo de sucesso do futuro do entretenimento, na verdade possui o modelo do fracasso, tendo em vista a ascensão de novas formas de consumo, como o movie pass, que leva os espectadores às salas de cinema por um baixo custo, e parece ser um competidor forte para o modo de vida criado pelo Netflix.
Brenda Brito 56248
Brenda Brito 56248


