Linguagem Inclusiva
Relembro a definição que nos deram no ano passado de linguagem inclusiva O ponto fulcral da linguagem inclusiva é a adoção de formas de linguagens não discriminatórias que respeitem o direito de todas as pessoas à representação linguística da sua entidade. Visa a não discriminação e não faz referências desnecessárias à etnia, orientação sexual, deficiências ou identidade de género. Defender o uso da linguagem inclusiva pode parecer uma perda de tempo mas imaginem o que é fazer parte de uma minoria. Sabem a quantidade de pessoas que vivem oprimidas pela sociedade em que vivemos? Confesso que nem eu sei mas o número deve ser assustador. Podem achar que dizer o corpo discente para incluir alunos e alunas é um exagero, mas pensem noutros exemplos diários que talvez sejam mais representativos da importância da linguagem inclusiva. Conseguem imaginar a quantidade de vezes que uma rapariga padrão lésbica ouve a pergunta Tens namorado? quando lhe podiam simplesmente perguntar Namoras? sem partir logo do princípio que ela é heterossexual? Este exemplo mostra que algo tão simples pode fazer a diferença e que afinal nem custa assim tanto usar a linguagem inclusiva, que na minha opinião é algo que deve ser discutido para que deixemos de excluir e oprimir parcelas da nossa sociedade.
Catarina Cunha, a61403
Catarina Cunha, a61403


