Falso moralismo, causas genuínas

Está por todo lado: a luta contra o preconceito é, cada vez mais, parte da nossa rotina. Esbarramos em infinitos exemplos desde o momento em que colocamos os pés na rua até a hora de assistir televisão ou ler uma revista. Os jornais noticiam as atrocidades que o preconceito comete, as revistas entrevistam grandes ícones da luta, seja ela de gênero, raça ou orientação sexual. As lojas, os símbolos, as marcas: todas fazem uso de uma violenta economia afetiva, especializada em cativar um possível consumidor e fazê-lo criar uma ligação empática com a marca. Ao mesmo tempo em que acrescenta uma nova imagem publicitária, que reflete a sociedade contemporânea, aflora a questão da linha tênue entre o falso moralismo e a genuinidade do apoio às causas sociais: essa adesão das marcas às causas tem intuito exclusivo de incentivar a manipulação do consumo?

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publicado por - fcar - às 09:50 | comentar | favorito