Fake news e COVID-19


As notícias falsas têm um grande poder viral e muitas vezes apelam para o emocional do leitor/espectador, influenciando suas opiniões e, de certa forma, influenciando também as pessoas que terão acesso aos conteúdos falsos a cada vez que ele for compartilhado. Por isso que, mais do que nunca, foi necessário um cuidado específico com o que é noticiado diante da pandemia que vivemos, originada pelo COVID-19.
Assim como na época das eleições brasileiras e estadunidenses, as redes sociais estão sendo uma das principais fontes de informações e muitas fakes, sendo que dessa vez, tendo o poder de influenciar pessoas do mundo inteiro.
É extremamente comum o compartilhamento de notícias falsas todos os dias na internet, o que pode ser prejudicial em qualquer assunto, e pior ainda quando falamos de um pandemia, já que necessitamos de veracidade principalmente para saber como combater, nos previnir e ajudar ao próximo na prevenção.
Desde que a propagação do Coronavírus tomou proporções mundiais, ficou comum se deparar com notícias sobre sua origem, transmissão, disseminação e tratamento. Com isso, o Ministério da Sáude do Brasil criou um canal exclusivo para o recebimento de informações virais, que são respondidas pelas áreas técnicas da saúde, a fim de confirmar se a notícia é verdadeira ou falsa.
Do início da divulgação dos casos do Corona, apenas até o fim de fevereiro, o número de WhatsApp do Ministério da Saúde já tinha recebido cerca de 6,5 mil mensagens buscando esclarecimento de informações que circulam na web, e cerca de 85% do conteúdo sobre a doença era falso. Entre elas, uma série de receitas caseiras que serveriam para prevenir a doença. Imagine a quantidade de notícias falsas desde então. Além disso, os casos de xenofobia contra chineses, já que o vírus surgiu na China, também mostra a ignorância e principalmente a falta de informação do povo.
Ainda hoje, é necessário que o trabalho feito para combater essas informações falsas seja rápido, e que os meios de comunicação tenham um olhar especial para isso, abordando todas as informações sobre a doença e aconselhando as pessoas a não compartilharem notícias sem verificar as fontes e a veracidade.

Bruna Maia (66374)
publicado por - fcar - às 03:11 | comentar | favorito