Desinformação? Falta de querer ver? Manipulação?
Pleno século XXI, a informação corre por uma quantidade inigualável de vias, chega-nos com toda a sua força e facilidade e, mesmo assim, muitas vezes decidimos fechar os olhos e tornar-nos nos seres passivos que por nada se interessam. Pior que isso, muitas vezes deixamos com que nos manipulem da mais pura e simples maneira, dizendo-nos aquilo porque tanto esperamos, porque, no final de contas, preferimos que nos digam o que queremos ouvir ou que vão contra tudo aquilo que acreditamos?
É uma realidade que somos extremamente manipulados, não de forma tão óbvia quanto àquilo que existia na época salazarista, em que tudo o que passava nos canais de informação era o que o chefe de poder queria e não havia sequer debate que mudasse uma vírgula desse argumento. Mas não precisamos de ir muito longe para perceber que a informação contínua sim a ser “manejada pelos poderosos” (Barata-Feyo 1996: 265), pois tudo o que vamos saber vai ser o que lhes interessa que nós saibamos.
Para além disso, com o avanço tecnológico chegaram as tão conhecidas redes sociais. Toda a internet é um poço infindável de informação. Temos dúvidas? Google. Queremos ler? Google. Queremos saber? Google. Tal como isto, existem também notícias, muitas delas falsas, sem contexto, sem pesquisa, apenas para apelar ao simples “pânico” da população. Porque no remate final o que é que conta? Não são as visualizações? O engajamento que vai ter essa notícia escandalosa que, quem sabe, apela à morte de um famoso ao qual nem lembramos o nome.
Enfim, suponho que todos saibamos sobre o termo fake news e sobre as suas consequências, pois, hoje em dia, é mais fácil criar uma do que propriamente lançar um boato daqueles que sempre ouvímos no secundário sobre terceiros. É sim bastante importante mantermo-nos informados sobre o que nos rodeia, pesquisando as fontes mais certas e não aquelas que apelam apenas à angústia e à perda das estribeiras do povo.
Ana Pedro (A69116)


