Desgaste da pandemia

Semana passada um grande comediante brasileiro, Paulo Gustavo, faleceu de covi-19 e fez com que eu refletisse, mais uma vez, sobre tudo isso. Agora que nos encontramos há mais de 2 anos de pandemia, sinto que a grande maioria partilha o sentimento de estar à beira do limite.

Lá no início de março de 2020, bem no começo da pandemia, as celebridades e todos ao nosso redor nos ocupávamos fazendo danças trends do Tik Tok, maratonando todo o catálogo de filmes e séries da Netflix e até mesmo buscando novos hobbies para passar o tédio do isolamento.

Entretanto, agora sinto que nada mais me agrada e nem me traz uma distração momentânea. Séries novas não me apetecem e filmes de comédia romântica que eu já assisti milhares de vezes também não. Agora passo o tempo todo a acompanhar os casos e ver se, de alguma forma, estamos perto de atingir um número satisfatório de pessoas vacinadas. Quando não faço isso, me ocupo fazendo mil e um trabalhos da universidade que parecem não ter fim.

Pior que isso é saber que, mesmo com tanta tragédia gerada pela situação, algumas pessoas continuam a inferiorizar a gravidade do vírus e seguem sem tomar precauções, adiando cada vez mais a normalidade dos que já se fartaram de encarar a parede da sala à espera da rotina antiga. 

E caso alguém ainda tenha ânimo para assistir algo, recomendo imenso a trilogia de "Minha mãe é uma peça". Que ele descanse em paz!


Ana Dias (a66375)

publicado por - fcar - às 12:14 | comentar | favorito