Comentário às afirmações da aula de Informática e tecnologias em comunicação

Face à ilimitada informação disponível nos vários sistemas comunicacionais, o consumidor é obrigado a selecionar que tipo de informação quer usufruir, o que implica fazer escolhas. Estas escolhas são muito importantes na medida em que avaliam que tipo de consumidor é determinado indivíduo. Resultante das escolhas de cada indivíduo, as identidades públicas que realizam a oferta, neste caso os meios de comunicação social, irão formular uma opinião generalizada acerca da sociedade onde esses indivíduos se inserem e passarão a agir conforme os seus interesses nessa determinada sociedade, ou seja, de acordo com todas as vantagens que possam obter a partir desta. Por exemplo, se 70% dos portugueses optarem por comprarem o jornal Correio da Manhã, já é um forte indicador de que Portugal demonstra pouco interesse pela cultura e informação de qualidade, dado que o Correio da Manhã é um jornal pobre no que diz respeito a informação de qualidade. Portanto, esta evidente preferência dos portugueses pelo correio da manhã está automaticamente a fazer com que os media, neste caso, a imprensa, passe a editar mais jornais com conteúdos pouco instrutivos para manter o número de vendas.

Podemos então afirmar que as nossas escolhas enquanto consumidores dizem muito a respeito da nossa personalidade e dos nossos interesses. Para formarmos uma sociedade mais culta e com mais competências é necessário que façamos escolhas conscientes que apelem ao exercício empírico pessoal de que cada um de modo a ‘crescermos’ enquanto sociedade.

Concluindo, a informação é o que nós queremos que ela seja porque somos nós, consumidores, que escolhemos qual o tipo que informação que pretendemos adquirir. Informação esta que já de si, raramente é 100% fiável, uma vez que existe factos que são omissos ou distorcidos devido ao poder de determinadas identidades ou monopólios. Assim, a informação é manipulada pelos interesses dessas identidades tornando-se informação desconfiável. Por exemplo, o consumidor que vê o telejornal não tem forma de verificar se determinadas notícias realmente aconteceram (ou se aconteceram se foram exatamente nos contextos descritos) e esta incapacidade de comprovação dos factos origina á ocorrências de notícias irreais apenas para o aumento das audiências ou para manipulação da opinião pública. A confirmação da confiança que se concede a um determinado noticiário só poderá ser efetuada pelos noticiários concorrentes que apresentam o mesmo conteúdo. Ou seja, se um jornal apresenta uma notícia falsa ou deixa de relatar algo que tenha relevância, os seus concorrentes irão denunciar a fraude ou a omissão, em busca de benefício próprio, mas atuando em proveito do público. Por vezes, os meios de comunicação são alvo de censura por parte do governo, ou por forças maiores, ocultando informações importantes que não convém a público saiba.

A televisão é dos meios de comunicação que mais influência tem sobre o consumismo da população. Em muitos dos casos só se compra determinado produto porque surgiu na televisão pois é esta que define modas e tendências e os consumidores, com receio de sofrerem retaliações e rejeições por parte da sociedade, tem constante necessidade de corresponder aos padrões definidos pelos media, nomeadamente da televisão. Portanto, a televisão é sem dúvida uma máquina de dominar. Aliás, é assustador refletir sobre até que ponto a nossa personalidade é determinada pelos media, isto é, os nossos gostos, escolhas, valores e até mesmo religião.







Bárbara Cadete nº 54670

Sara Viegas nº54732
publicado por - fcar - às 11:07 | comentar | favorito