É neste dia que se verificam as maiores promoções do ano, e que levam os consumidores à loucura, literalmente. Fazem-se filas antes da hora de abertura das lojas para agarrarem produtos a preços nunca antes vistos. As pessoas atropelam-se e brigam entre si, perdendo todo o seu lado humano. É, no fundo, o capitalismo a despertar o nosso lado animal. Vou evitar uma descrição pormenorizada do dia em questão, pois já todos sabem do que se trata. É nos EUA que este fenómeno atinge todo o seu potencial, mas, embora em menor força, verifica-se também no resto do mundo. Em comparação com Portugal, uma realidade mais próxima de nós, cá as promoções atingem uma menor escala. Ainda que se encontrem produtos a bons preços, nunca é como nos EUA, e, por essa mesma razão, ainda não assistimos ao degredo que é a hora em que abrem as portas de qualquer loja naquele dia.
O meu ponto é única e exclusivamente saber se concordam comigo, quando, tal como no título, digo que é o auge da podridão do capitalismo, ou se acreditam, legitimamente, que é uma boa oportunidade de dar inicio às compras de natal. Quanto a mim, uma vez mais, acho que é o dia em que se verifica a essência da ideologia capitalista, e espero que esta febre nunca venha a atuar em Portugal com tanta força como atua nos Estados Unidos. Fábio Coelho- 61498
O tema da «Blackfriday» é bastante pertinente. Tal como afirmas em Portugal não assistimos à sua ideologia de uma forma exacerbada e a mesma consiste, de facto, num dia supérfluo e consumista.
Infelizmente as pessoas não tem a noção de como o mercado funciona!A verdade é que na maioria das vezes são enganadas. Uns dias antes das grandes promoções os preços dos produtos sobem para que no dia do grande consumo fiquem ao preço que as empresas verificam a obtenção de lucro.
É uma ilusão ainda que as pessoas pensem que estão a poupar dinheiro, continuam a comprar os produtos pelo preço original de venda. É o marketing no seu melhor!
Jessica Palmeiro/ a61482 a 18 de Novembro de 2018 às 17:18
Boas Jéssica, também concordo com o teu ponto, e complementa o meu texto. É de facto mais uma estratégia de marketing muitas das vezes, isto quando não parece que é só um grupo de multi-milionários a rir do desespero dos consumidores que pertencem a outra classe.
Obrigado!
Fábio Coelho-61498
Anónimo a 20 de Novembro de 2018 às 22:21
Boa noite Fábio,
O tema que escolheste é muito interessante e é algo que às vezes até passa despercebido perante os nossos dias.
Eu concordo contigo em quase tudo o que disseste, porém discordo um pouco ao dizeres que o a febre capitalista não se apodera muito de Portugal.
A realidade é que todos nós acabamos por consumir mais do que realmente devemos e mesmo que os Estados Unidos seja o principal instaurador do capitalismo, isso não quer dizer que os outros países, incluindo o nosso, sejam uma excepção à parte.
A Black Friday é só um dos exemplos que se salienta mais como estratégia de marketing mundialmente, e sim como tu disseste eu acredito que é altura onde se revela o lado mais podre do capitalismo e egocêntrico da nossa sociedade.
No entanto, em Portugal existem muitas destas estratégias comerciais que acabam por ser rascas imitação do Black Friday em si, pois acabam por ter as mesmas características para além de ocorrerem muito mais frequentemente (um dos exemplos é aquelas campanhas publicitárias com os peluches do Lidl que quase obrigam as pessoas a gastar mais daquilo que pretendem para ganhar pontos e no fim comprar um ou mais peluches fofinhos).
Eu acho que a febre capitalista é algo que já existe em Portugal há muito, no entanto ocorre de forma mais subentendida que nos EUA. Ao contrário daquilo que já referiste no início da tua publicação, hoje em dia eu não acho que já se faça tanto daquelas “filas aos empurrões” para conseguir-se determinado produto em promoção. Em vez disso, as pessoas acabam por adquirir esses produtos maioria das vezes por meio digital (online) e é aí que se começa a gerar fortemente a acumulação em série, ou seja, o vício quase animalesco de ter mais e mais. Até porque compras digitais são muito mais fáceis de se fazer em todas as alturas do ano e beneficia aquelas pessoas que querem comprar logo tudo de uma vez sem terem que esperar muito tempo na caixa do “supermercado” e estar a carregar com o “saco de compras”.
Tirando isto, não tenho mais nada a acrescentar, sem ser salientar a informação pertinente que a minha colega Jéssica tinha dito no seu comentário prévio que remete-se à falsa ilusão da descida de preços.
Andreia Mendes, a61378
Anónimo a 19 de Novembro de 2018 às 22:41
Boa noite Andreia!
Obrigado pelo comentário, concordo absolutamente que, à semelhança dos EUA, também somos um país capitalista. Queria apenas dizer que, acredito eu, a black friday em especifico, em Portugal não atinge a escala que atinge nos Estados Unidos. Exclusivamente a black friday. Não tenho dúvidas que o capitalismo em si atua com tanta força cá em Portugal como nos Estados Unidos.
Fábio Coelho- 61498
Anónimo a 20 de Novembro de 2018 às 22:14
Fábio,
De um modo geral concordo com o que escreveste.
A verdade é esta, a maioria dos portugueses ao pensarem que estão a usufruir de um desconto, na realidade acabam quase sempre por se exceder, pois inconscientemente pensam que, por exemplo, “levar três e pagar dois” compensa.
Um outro aspeto desta «Black Fraude» é mesmo a inflação dos preços, como já foi referido anteriormente. Contudo, a meu ver, é neste(s) dia(s) que mais do que nunca devemos ser analistas e verificar se, de facto, estamos a “poupar”.
Todavia, como foi mencionado pela colega Andreia “Eu acho que a febre capitalista é algo que já existe em Portugal há muito, no entanto ocorre de forma mais subentendida que nos EUA.”
Ainda assim, subscrevo quando dizes que ainda não testemunhamos o “degredo que é a hora em que abrem as portas de qualquer loja nesse dia” visto que em Portugal as promoções ainda não atingiram a escala das dos EUA”, porque no dia que isso acontecer… Salve-se quem puder!
Carla Gonçalves 61530
Anónimo a 21 de Novembro de 2018 às 23:54
Boas Carla!
Desde já obrigado pelo comentário, e também eu concordo com a Andreia! Talvez me tenha expressado mal, mas queria apenas referir que o dia não atinge a mesma escala que nos EUA, quanto à atuação da ideologia capitalista não tenho dúvidas nenhumas.
No entanto, a verdade é que cada vez mais nos aproximamos dessa loucura que se vive nos EUA na Black Friday.
Fábio Coelho- 61498
Anónimo a 22 de Novembro de 2018 às 11:55
Olá Fábio,
Concordo plenamente com o que escreveste.
Este ano podemo-nos deparar com situações parecidas, uma delas já aconteceu, na loja da Worten. Tive uma colega que me contou que havia fila enorme para pagar devido às promoções serem incríveis, onde os pais diziam aos filhos para apanharem tudo o que pudessem.
Sigo o exemplo das colegas que também comentaram o teu post e acrescento que: existem alguns casos em que a loja coloca a etiqueta de promoção de maneira a não ser possível ver se realmente estamos a poupar ou não, e existem outras ocasiões em que se descolam e verificamos que não tem qualquer desconto.
Situações como estas podem, como referiste, ser algo que têm a tendência de sair fora do controlo causando conflitos e, em alguns casos, detenções. É vergonhoso!
Eu tenho experiência própria do que significa trabalhar numa loja durante o Black Friday e/ou outros saldos ao longo do ano. Os clientes, não só não têm respeito uns pelos outros, tal como pelos lojistas. Acredito ser uma questão de tempo até que a loucura chegue a Portugal e podermos ver, nas redes sociais, vídeos de famílias à briga por um par de sapatos.
Podemos testemunhar nesta altura o consumismo no seu auge.
Leila Coelho a55372
Anónimo a 22 de Novembro de 2018 às 20:07
Olá Leila,
Também já vi vários vídeos onde acontece essa situação de descolar a etiqueta da promoção, e por baixo estar exatamente o mesmo preço. Parece-me igualmente que a tendência é para se ver cada vez mais situações lamentáveis, precisamente como referiste com o exemplo do vídeo da Worten, que tive oportunidade de ver.
A minha esperança é de que saibamos por um travão neste consumismo desenfreado, mas o que aparenta acontecer é o contrário, onde, mesmo em Portugal, se cede cada vez mais a esta loucura da Black Friday.
Anónimo a 23 de Novembro de 2018 às 12:14
Na verdade, Fábio, acho que a Black Friday em Portugal é só um capricho do capitalismo, que acaba por se aproveitar da ingenuidade dos consumidores. Li algures que, no nosso país, neste dia são praticadas promoções em que se paga "a metade do dobro do preço", ou seja, ficamos na mesma. Se a maioria das pessoas prestasse atenção, veria que os preços são aumentados de forma quase irracional, para depois voltarem ao original. Quem não viu essa mudança, acha que é uma oportunidade imperdível e acaba por adotar essa irracionalidade para si e corre para o shopping. Só acho que devíamos parar de imitar tudo o que se passa no estrangeiro, nem sempre a galinha da vizinha é melhor que a nossa.
Marta Barbosa // 61451
Anónimo a 24 de Novembro de 2018 às 19:18
Marta,
Essa frase- pagar metade do dobro do preço- é bastante curiosa e interessante. Aconteceu-me este fim-de-semana, pelo qual esperei que chegasse na esperança de ainda apanhar uma ou duas promoções, ao abrir um site para comprar um determinado produto que custava 80 euros. Durante o fim-de-semana o preço manteve-se, com o pequeno pormenor que durante a Black Friday, aparecia por cima o preço de 115 euros riscado.
Quanto à questão de imitar tudo o que existe no estrangeiro, estou, igualmente, de acordo contigo. Inspiramos-nos e trazemos muita coisa que não interessa. Esta é, sem dúvida nenhuma, uma delas.
Anónimo a 25 de Novembro de 2018 às 19:40
Queria apenas acrescentar algo que penso que vos seja útil.
Ainda há uns dias assisti a um vídeo sobre a Black Friday onde fizeram referência a uma extensão ao navegador (Google Chrome ou Firefox) nomeada “Vigia de Preços”.
Quando acedemos ao site de alguma loja e, de seguida, ao produto que desejamos, nesse momento a ferramenta aparece. Esta irá mostrar todas as informações sobre o produto, tais como o histórico de preço.
Carla Gonçalves
Anónimo a 25 de Novembro de 2018 às 15:13