O caricato disto tudo, é que cada vez mais turmas estão a ter aulas on-line e imensas ja tiveram, particularmente em zonas mais populosas.
Na escola onde trabalho, chegaram a estar 10 turmas em isolamento em simultâneo, o que equivale a duas semanas de aulas on-line para cada.
Algumas, já estiveram mais que uma vez, pois basta um colega estar infetado para entrarem em isolamento. Ha turmas que estiveram bem mais que um mês, somados os períodos de isolamento. Acrescentando os que ficam em casa por terem familiares infetados.
Não cria isto situações de desigualdade em exames nacionais, por exemplo?
Não percebo esta teimosia em manter as escolas abertas com os hospitais cheios.
Este post despertou a minha atenção por tocar num tema bastante atual e que nos afeta a todos.
A situação do país está cada vez pior, e todos os dias questionamos as decisões do Governo que para muitos parecem não fazer sentido. O facto das escolas permanecerem abertas é um desses casos. Porque é que um local que envolve tanta gente não fecha, tal como os estabelecimentos comerciais? Qual será a razão? Não seria muito mais seguro mandar as crianças e os jovens para as suas casas?
Infelizmente, estas perguntas parecem ter respostas poucos claras. Não duvido que existam várias razões que levaram a esta tomada de decisão, ainda assim confesso que, a meu ver, seria mais seguro fechar tudo.
No que toca ao confinamento em geral, não entendo também quais os critérios utilizados, não entendo como é que certos estabelecimentos têm de fechar, mas as cerimónias religiosas continuam a realizar-se. Será que quem é crente, não poderia rezar em casa? Ou só existe fé dentro de um espaço religioso? Sinceramente não entendo.
Contudo, também sou da opinião, tendo em conta a situação atual, que sem medidas drásticas não iriamos chegar a lado nenhum. E aqui não culpo o Governo, culpo sim as pessoas que insistem em ignorar o óbvio e que preferem colocar os demais em risco.
a68246
Anónimo a 18 de Janeiro de 2021 às 17:08
É compreensível que o governo não queira prejudicar as aulas e educação dos alunos ao não lhes outra hipótese senão ter aulas online. Mas de qualquer dos modos, é inegável que o aumento de casos nas últimas semanas tem sido de facto alarmante e se estas medidas que entraram em vigor são para serem levadas a sério, então penso que seja necessário que estas mesmas sejam aplicadas de modo consistente para toda a gente, de modo que o combate ao vírus seja verdadeiramente eficaz.
Roberto Pereira (a69117)
Anónimo a 18 de Janeiro de 2021 às 20:15
Tendo em vista que nesta terceira onda, os maiores alvos estão sendo jovens, deveriam ter pensado melhor na hipótese de encerrar as aulas presenciais, até por que, a vacina já está em andamento e não seria muito tempo nessa situação.
Entendo que o país não tem estrutura económica para retornar às circunstâncias que nos encontrávamos em março, porém, acredito que a escolha do lock down para o comércio irá interferir bem mais do que se só tivesse fechado as universidades e limitado alguns estabelecimentos.
Tamires Siqueira a66580 a 18 de Janeiro de 2021 às 20:41
Depois de ler o teu post Soraia, percebi que estamos de acordo!
Realmente os jovens podem não ser os principais “alvos”, ou principais afetados, do COVID, mas são no entanto, o maior foco de transmissão.
Quanto às creches, escolas primárias e básicas, acho que estas devem ficar abertas, exclusivamente, para alunos que têm pais trabalhadores, isto é, que não podem trabalhar por tele-trabalho.
Os filhos que podem ficar em casa, aconselho que fiquem.
Quanto às escolas secundarias e universidades, acho que obrigatoriamente deviam fechar, atualmente todos nós funcionamos super bem com as tecnologias e não seria problema para ninguém ter aulas online, estas que podem ser assistidas num computador, Ipad ou até mesmo no nosso telemóvel.
Não estou no Governo, nem queria ter de ser eu a decidir o futuro do país, mas não podia deixar de dar a minha opinião.
A68274
Bárbara Reguengo a 18 de Janeiro de 2021 às 21:23
Oi Soraia! Este tema tem sido bastante criticado e com razão!
A meu ver, as medidas do suposto confinamento foram muito aquém daquilo que era esperado.
A economia ficou a meio gás, o comércio parou e as universidades e escolas... abertas! Não faz sentido. Existe uma grande parte de estudantes deslocados na universidade, como é o meu caso. Os meus pais, que têm um comércio local, são obrigados a ficar em casa, supostamente para se protegerem do vírus, mas eu tenho que me deslocar desde o Alentejo até Faro e vice versa, posso levar o vírus para casa sem sequer perceber!
Os casos só vão diminuir quando o confinamento for geral.
Mariana Guerreiro (a68269)
Mariana Guerreiro a 18 de Janeiro de 2021 às 23:36
Após o anúncio do novo confinamento, que entrou em vigor a partir do dia 15 de janeiro de 2021, no qual foi anunciada a permanência da abertura das escolas, tenho a dizer que concordo com esta medida.
Isto porque eu, como estudante, e já tendo passado pela experiência de ter aulas via online, considero que não foi de todo um modo de aprendizagem produtivo, que diminuiu bastante a motivação de trabalho e que consequentemente levou a uma baixa produtividade.
Na minha opinião, as aulas presenciais, são muito mais vantajosas pelo facto de haver um nível de proximidade entre professor-aluno e colegas maior, tornando-se aulas muito mais empolgantes e produtivas, levando ao sucesso escolar.
Andreia Góis nº68279
Andreia Góis a 19 de Janeiro de 2021 às 00:26