As TIC e a Sociedade

Desde sempre que o papel é considerado uma mais valia e, ao contrário do que se possa pensar, não foi com o avanço da tecnologia que este se perdeu, muito pelo contrário. O papel é um meio fundamental de documentação, tanto permanente como temporário, por ser prático e eficaz. Não correremos o risco de perder a posse de algo da nossa autoria se isto for escrito numa folha de papel e guardado, ao contrário do que acontece em maioria das TIC, como por exemplo, todos os textos escritos no Google Tradutor ficam salvos na base de dados da Google, embora seja por supostas questões de armazenamento e melhoramento da plataforma.



O poder que as TIC detêm atualmente é fora da nossa imaginação. As TIC controlam a vida de maioria das pessoas e nós nem nos damos conta de tal do quão normalizadas já são. A manipulação, seja para o bem ou para o mal, sempre foi um método utilizado na história da humanidade e sempre será. O desenvolvimento das TIC só solidificou mais o seu poder, tornando a manipulação mais fácil devido ao consumo excessivo de informação.



Com tanto a acontecer à nossa volta e tanta informação que recebemos num curto período de tempo, acredito que os nossos valores e ideais podem mudar. Com isto, é possível verificar num aumento na ansiedade e na depressão da população no geral, o que pode levar a problemas de confiança e outros ainda mais graves para o individuo em questão e terceiros.



As apps de localização colaboram para o aumento nestes problemas. Um pai pode passar todas as tardes, ansioso, a verificar uma aplicação destas para ver se o seu filho chegou bem a casa. Uma mulher pode estar constantemente a atualizar uma destas aplicações para ver se o namorado realmente está na casa de um amigo que afirmara que estaria. Sendo assim, acabam-se por criar problemas de confiança, pois embora os argumentos usados serão que é por questões de segurança ou só para verificar porque tem problemas de autoestima, tornam-se em pretextos para justificar a necessidade de controlo de terceiros e/ou a obsessão com o individuo em questão.



 



 



Beatriz Almeida (a68248)

publicado por - fcar - às 16:29 | comentar | favorito