A vida superficial nas redes sociais
A vida superficial nas redes sociais
Vim abordar um tema muito específico e que realmente dá muito que falar. Vim falar sobre as vidas falsas que muitas pessoas transparecem, a verdade é que, este acontecimento não é só visível nas redes sociais, pois antes de serem transportadas para essas, tudo começa na vida real.
Quando alguém não está bem consigo mesma e sente que deveria ser mais rica, bonita ou até mesmo feliz, transparece uma realidade que não é verídica no seu dia-a-dia às pessoas que a rodeiam. Porém, com o aparecimento das tecnologias e principalmente, com as redes sociais, as realidades enganosas têm se visto mais. Há pessoas que se dão ao trabalho de se maquilharem para tirarem uma foto e ainda meterem na descrição “acabei de acordar”, outras que tiram uma foto com o seu animal de estimação e provavelmente não brincam sequer com ele. Estes dois exemplos descritos que acabei de referir acabam, atualmente, por ser mais frequentes devido ao impacto que, por exemplo, o Instagram tem. Maior parte das raparigas querem atingir um determinado número de seguidores para ter reconhecimento e consequentemente para diversas marcas publicitarem-nas, mas ao mesmo tempo, acabam por cair num buraco fundo de ilusão. As redes sociais transparecem o melhor lado das coisas, e eventualmente ninguém quer mostrar o pior. E se as coisas fossem diferentes e o lado real fosse mostrado? A genuinidade ganhava, e a vergonha seria posta de lado. Mas infelizmente, são poucas as pessoas que realmente mostram a sua verdadeira vida. Ou são poucas as ditas “influencers” que trabalham com marcas, que realmente apoiam e gostam, sem olhar apenas ao dinheiro.
O Instagram cada vez mais está a tornar-se numa dinâmica em que, todos copiam tudo uns dos outros, os post, os vídeos e os stories são semelhantes em todas as circunstâncias. As pessoas acabam por cair numa espécie de padrão, mostrando muitas vezes o que realmente não são. Tudo pelos likes, seguidores e reconhecimento? Sim. Isso e porque os números é que importam, o título de “influencer” é a meta final deste percurso.
Pessoalmente, as redes sociais não deveriam ser um espaço de competição ou um espaço de mostrar algo que não é real e incumbir certos padrões. Deveremos utilizá-las livremente e mostrar o potencial e a verdade de cada um. Porquê tornar algo tão bom e informativo num lado obscuro e sem vida, sendo que apenas vive das aparências?
(68255) Beatriz Morais


