“A televisão e os meios de comunicação como armas do poder”
Para a sociedade contemporânea, a informação é a base do conhecimento, das relações, da vida económica, política e social. Sem esta, seria praticamente impossível viver em comunidade. A questão é: será que a informação que nos é transmitida nos dias de hoje é aquela de que realmente necessitamos? Este é o grande teor da crítica feita por João Gonçalves.
O autor salienta que os meios de comunicação e a Internet são os principais “agentes manipuladores ao serviço dos mais variados poderes”. Esta afirmação não deixa de estar totalmente correta. Nos dias de hoje, a sociedade atribui uma hierarquia sobre os média. Isto é, qualquer que seja a informação transmitida por estes é automaticamente credibilizada, pois os meios de comunicação social estão acima de qualquer processo informativo individual de cada cidadão.
Quando ligamos as nossas televisões, ou acedemos a um jornal, somos deparados com milhares de notícias, todas elas inseridas em temáticas distintas. Algumas são do nosso interesse, outras passam-nos ao lado, e no meio de uma imensidão de novidades, nem nos damos conta de que somos uns “fantoches” da informação. Somos espectadores das guerras políticas, das guerras económicas, dos interesses que muitos pretendem defender. São-nos dadas informações alteradas consoante as vontades de alguém, quando na verdade só queríamos estar informados, estar a par da realidade. Mas a realidade em que vivemos dita o contrário: a informação substituiu-se pelo domínio cabe-nos a nós distinguir aquilo que nos informa, e aquilo que somente nos desinforma.
Marta Condeça, a71735


