A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

No enfiamento da Segunda Europeização do Mundo, ocorre nos finais do século XIX, a partir de 1887, a Segunda Revolução Industrial, que se caracterizou pelo aparecimento da energia proveniente da eletricidade e do petróleo e pelos inventos resultantes da ligação da ciência e da técnica com o laboratório e a fábrica como o motor de explosão e por sua vez a locomotiva, o telefone e os corantes sintéticos.

O desenvolvimento tecnológico e a procura de maiores lucros e de maior competitividade estiveram na origem do processo de redimensionamento e de concentração de empresas que se iniciou.
Em busca de maiores lucros, levou-se ao extremo a especialização do trabalho, a produção foi ampliada passando-se a produzir artigos em série, o que tornava mais barato o custo por unidade. Surgiram as linhas de montagem, esteiras rolantes por onde circulavam as partes do produto a ser montado, de modo a dinamizar o processo. A indústria automobilística Ford, do empresário Henry Ford, implantada nos Estados Unidos, foi a primeira a fazer uso das esteiras que levavam o chassi (estrutura de suporte para outros componentes) do carro a percorrer toda a fábrica. Os operários montavam os carros com as peças que chegavam às suas mãos por outra esteira rolante. Este método de racionalização de produção foi chamado de Fordismo. Essa forma de produção integrada às teorias do engenheiro norte americano Frederick Taylor, o Taylorismo, que visava o aumento da produtividade, controlando os movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção.
As empressas passaram a ter necessidade de efetuar investimentos mais elevados, tendo para isso de recorrer a empréstimos bancários ou a investidores/acionistas, estes forneciam os capitais necessários e recebiam, em troca, retornos significativos.
A competição entre empresas deixou, desta forma, de ser concorrencial (entre empresas de pequena ou média dimensão) para passar a processar-se entre empresas de grande dimensão, os monopólios (situação particular de concorrência imperfeita, em que uma única empresa detém o mercado de um determinado produto ou serviço) e oligopólios (grupo de organizações ou governos promovem o domínio de determinada oferta de produtos e/ou serviços). Estas grandes empresas investiam em inovação para manter a sua competitividade e capacidade de controlo dos mercados e, por outro lado, estreitavam as suas relações com o Estado. É de sublinhar que, com a Segunda Revolução Industrial, os Estados Unidos, dependentes a partir do século XVIII, registaram um forte crescimento económico e aproximaram-se dos países europeus, transformando-se numa grande potência económica, agrícola e industrial, concorrendo nos mercados internacioanis com os países europeus.

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publicado por - fcar - às 01:51 | comentar | favorito