À procura de inspiração jornalística?




O que faz um estudante de comunicação na abertura da época de exames? Vê filmes à procura de inspiração para estudar, obviamente!
Na busca por filmes que me reafirmassem a razão para estudar note-se, a de vir a fazer bom jornalismo, seja lá o que isso signifique iniciei a noite com Capote, o emblemático filme do ano 2005 que deu o Óscar de melhor ator a Philip Seymour Hoffman, e rompi a madrugada com Almost Famous, um filme que nos transporta para a atmosfera rock dos anos 70, para o seu lado autêntico e genuíno. O filme que me fez passar a gostar de Kate Hudson e olhar para Billy Crudup de forma diferente.
Dois filmes que aparentemente nada têm em comum mas se analisarmos bem, até têm. Ambos têm como ponto de partida um escritor à procura da sua história: Truman Capote para um livro e William Miller para um artigo de imprensa. O argumento cruza-se ainda em questões que se prendem com a ética jornalística e a realidade dos factos. Quais são as verdadeiras intensões de um autor para com as suas fontes? Até que ponto está a usá-las? Quão fácil é ganhar e perder a confiança num desconhecido? Será a amizade real?
Mas o filme que me deixou impressão digital no pensamento durante dias a fio foi Almost famous e não é só pela banda sonora. Note-se que a versão de Tiny Dancer é uma música que fica na cabeça de qualquer espetador. (https://www.youtube.com/watch?v=7Qn3tel9FWU)
A história gira em torno de um aluno de secundário que persegue o sonho de escrever para a revista Rolling Stones. O seu fascínio puro pela música leva-o a acompanhar a banda Still Water e é a partir daí que tudo acontece. Uma das coisas que me cativou no filme foi uma certa áurea mística em torno da música e da vida na estrada que agora parece já não existir.
À parte disto, há uma questão que se levanta no fim e que nos leva a pensar: «He was never a person, he was a journalist.»
Esta e outras críticas em: http://cliqueinfocc.wix.com/clique#!untitled/c8x8
Marta Cardoso


