A Minissaia – Mera Peça de Roupa ou Marco na Emancipação da Mulher?
Ao olharmos e refletirmos sobre a mulher, o seu papel social e cultura e sobre a evolução deste, conseguimos claramente perceber como a moda acompanhou esta metamorfose, mostrando que este tema, aparentemente fútil, vai muito além da estética feminina e revela que a moda é um reflexo da sociedade num certo tempo e espaço .
A emancipação da mulher é algo que, sem dúvida alguma, marcou o mundo da moda e vice-versa. Esta é um símbolo da independência, emancipação e de libertação de estereótipos das mulheres, mostrando, através da estética, as lutas e as vitórias das mulheres de outrora e de agora.
A história de minissaia tem o seu começo na década de 60. Após a II Guerra Mundial e o seu impacto na cultura e nos valores da sociedade de até então, houve uma “explosão” de bebés – os baby boomers – que cresceram para se tornar numa geração de contracultura que quebrou padrões mais conservadores preconizados até então. Alguns dos ideias que estes defendiam eram em prol da maior emancipação da mulher, trazendo um renascimento do feminismo para o centro da discussão.
A representação da mulher dos anos 50 era algo ultrapassado e a moda refletia essa mesma mudança: as saias longas, nada práticas e conservadores, estavam fora do cenário e heis que entra em cena a minissaia . Esta era muito mais prática e adaptava-se melhor ao novo estilo de vida mais ativo e participativo da mulher dos anos 60.
A moda da minissaia era de tal forma vista como um símbolo da libertação e emancipação feminina que quando Christian Dior não as incluiu na sua coleção, mulheres membros da organização British Society for the Protection of Mini Skirts protestaram com cartazes que liam “Mini skirts forever”.
Para nós, mulheres do século XXI, pode até ser apenas mais uma peça numa panóplia de opções no nosso guarda-roupa à nossa disposição, mas nunca esquecendo o que tantas outras passaram até vivermos nesta realidade, esta peça icónica ficará imortalizada para sempre como símbolo da celebração da feminilidade.
Mariana Rocha (a64951)


