A Inteligência Artificial é real
Da próxima vez que quiser ir jantar fora já pode pedir ao assistente da Google que marque a mesa ele tratará de ligar para o restaurante e fazer-lhe a reserva. Isto não seria nada de novo se o tal assistente não fosse virtual, ou seja, um programa informático que fala como um humano (de forma tão natural que até consegue imitar as suas hesitações). Este software percebe uma conversa de voz e responde de acordo. As demonstrações são impressionantes mais detalhes sobre o Google Duplex estão online no blogue da Google. Este é um bom exemplo da Inteligência Artificial da qual tanto se tem falado. Outro dos exemplos óbvios inclui os carros autónomos, e por muito futuristas que estes dois cenários possam parecer são exemplos muito concretos para os quais já existe tecnologia desenvolvida. A grande questão é: como é que a tecnologia tornou estes avanços possíveis? A Inteligência Artificial traduz-se em ter computadores a aprender da mesma forma que os humanos aprendem. Se até agora um programa de computador não era mais do que um conjunto de regras pré-programadas por um engenheiro, no futuro os programas de computador vão passar a conseguir aprender por si. E como conseguimos ensinar computadores a fazer tarefas complexas, que até agora só conseguiam ser desempenhadas por humanos? Tecnologicamente procura-se que os computadores tenham o mesmo comportamento do cérebro humano e este assistente da Google é um bom exemplo de como se treinam estes sistemas. Para ensinar este software uma série de operadores telefónicos reais observaram o sistema a fazer chamadas telefónicas e treinaram conversas em tempo real, podendo interferir na conversa. Este processo é muito semelhante a um professor que ensina um aluno até este conseguir realizar uma tarefa com qualidade, momento a partir do qual o aluno se torna autónomo no desempenho da tarefa. Este é só um dos processos possíveis de treino e nalguns casos não é necessária intervenção humana. Em qualquer um dos casos, não estamos a falar de tecnologia linear, sobretudo porque o cérebro é dos órgãos mais complexos do corpo humano. Encontrar forma de replicar como o cérebro funciona não é simples. A Inteligência Artificial tem tanto de fascinante como de assustador. Pensar que os computadores conseguem aprender de forma semelhante a nós abre um mundo de possibilidades, e com elas vêm outros tantos desafios que serão muito reais nos próximos anos.
Inês Calvinho, nº57922
Inês Calvinho, nº57922


