A Euforia Natalícia

A cada final do mês de outubro o que vemos quando vamos aos supermercados ou a outro tipo de loja qualquer? Imediatamente na entrada: torres feitas com brinquedos de todo o tipo e para todas as idades e gostos; amêndoas e chocolates; árvores de Natal (de todas as cores) e efeitos para as mesmas. Bem, percebemos que, com o tempo, perdeu-se a tradição do pequeno pinheiro, natural e verde. Agora compram-se árvores brancas, pretas e vermelhas e claro, pequenas, médias e enormes. Para além disso, podemos também observar todas as pessoas eufóricas à procura “do” presente perfeito. O “do” está entre aspas por um simples facto: infelizmente, já não se compra apenas o presente perfeito, mas sim “um monte” deles. Só pessoas a correr de um lado para o outro, meses antes, para fazer compras. E, ainda assim, no dia 24 de dezembro, há aqueles que se lembram de ir buscar “mais umas coisinhas para aqueles amigos”. Agora vemos os indivíduos mais preocupados em oferecer imensos presentes. Mas o que ainda não percebi foi se fazem isso porque realmente necessitam daquelas coisas ou apenas por luxúria… será para postarem aquela fotografia no Instagram ou no Facebook para mostrar aos seus “amigos” a quantidade de presentes que têm em relação a outras pessoas? Mas não será que o Natal é mais do que tudo isso? O Natal é muito, mas muito mais do que aqueles presentes que, na maioria das vezes, são insignificantes. O Natal é ter as meias vermelhas e usá-las até chegar o dia 25; é ouvir as maravilhosas músicas natalícias, as clássicas claro; é sentir o cheiro do pinheiro que veio diretamente da floresta; é montar a árvore com a família; é esperar muito o dia, mas não para abrir os presentes, mas para juntar todas as pessoas que mais amamos: pais, irmãos, avós, tios, primos e amigos. Pessoas que já não vemos há muito tempo. Pessoas que só se conseguem juntar exatamente no Natal. E é isto mesmo que o Natal é: partilhar histórias, conviver, dar aqueles abraços saudosos, beijinhos, carinho, o amor, é sentir o Natal no coração. Portanto, está na mão de cada um de nós preservar as tradições natalícias, valorizar o amor que os nossos avós nos dão, o carinho que os pais partilham entre todos, os jogos que a família joga. Como escreveu Grace Noll Crowell: “Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante. Regressemos à nossa fé infantil.” Juntos, podemos manter o verdadeiro significado do Natal. Victoria Sajin, a61427
publicado por - fcar - às 11:28 | comentar | favorito