Corrupção em Portugal
Há uns dias atrás, foi divulgado o Índice de Perceção da Corrupção 2012, estudo desenvolvido pela Transparency International. Os resultados evidenciam um Mundo corrupto, onde dois terços dos 176 países classificados obtiveram uma nota negativa (a escala vai de 1 (muito corrupto) a 100 (muito limpo)).
Sem surpresas, Portugal obteve o 33º lugardo ranking, com um score de 63. Comparativamente aos países da União Europeia, Portugal é dos piores classificados, apenas alguns países de Leste, Grécia, Itália e Malta apresentam-se com scores inferiores.
É um dado alarmante, ainda para mais devido à conjetura atual do país. A corrupção em terras lusitanas tem aumentado de ano para ano (só nos últimos 10 anos, descemos, aproximadamente, 10 lugares no ranking).
Perante estes factos, só temos de pressionar os governos a legislar medidas anticorrupção. Porém, é muito difícil e isto porquê? Porque existe uma grande promiscuidade entre o setor público e privado. O Parlamento é uma central de negócios. Basta olhar para casos como a Expo 98, a Ponte Vasco da Gama, entre outros negócios em que o lesado foi o Estado.
É curioso verificar que muitos dos ex-ministros, nomeadamente o das Finanças, e ex-secretários de Estado encontram-se atualmente nas grandes empresas privadas que são financiadas pelo Estado.
Dito isto, o enriquecimento ilícito devia ser criminalizado, assim como a gestão danosa de dinheiros públicos.
Pedro Cardoso, nº 44525
Sem surpresas, Portugal obteve o 33º lugardo ranking, com um score de 63. Comparativamente aos países da União Europeia, Portugal é dos piores classificados, apenas alguns países de Leste, Grécia, Itália e Malta apresentam-se com scores inferiores.
É um dado alarmante, ainda para mais devido à conjetura atual do país. A corrupção em terras lusitanas tem aumentado de ano para ano (só nos últimos 10 anos, descemos, aproximadamente, 10 lugares no ranking).
Perante estes factos, só temos de pressionar os governos a legislar medidas anticorrupção. Porém, é muito difícil e isto porquê? Porque existe uma grande promiscuidade entre o setor público e privado. O Parlamento é uma central de negócios. Basta olhar para casos como a Expo 98, a Ponte Vasco da Gama, entre outros negócios em que o lesado foi o Estado.
É curioso verificar que muitos dos ex-ministros, nomeadamente o das Finanças, e ex-secretários de Estado encontram-se atualmente nas grandes empresas privadas que são financiadas pelo Estado.
Dito isto, o enriquecimento ilícito devia ser criminalizado, assim como a gestão danosa de dinheiros públicos.
Pedro Cardoso, nº 44525


