Condicionamento Operante
O princípio é bastante simples, consiste em manipularmos o meio
que nos rodeia de modo a saciar as nossas necessidades, sejam elas quais
forem. Mas será que este princípio funciona do modo inverso? A manipulação
do meio de modo a manipular os nossos comportamentos e até a forma de
saciarmos as nossas necessidades?
A resposta é sem qualquer tipo de dúvida afirmativa, hoje em dia
é possível verificarmos que isso se concretiza no nosso quotidiano,
começando na publicidade pela qual somos bombardeados de forma incessável, e
acabando nas coisas menos óbvias como o comportamento de outra pessoa, um
amigo ou uma namorada e o efeito que esse comportamento tem sobre nós. Esta
questão do condicionamento operante é no final de contas uma forma de
comunicação muito subliminar que faz alusão à nossa condição mais basal
enquanto seres humanos.
O funcionamento do condicionamento operante consiste no
«reforço» e na «punição», e dentro destes, temos o «reforço positivo» e
«negativo» e a «punição positiva» e «negativa».
O objetivo do reforço é sempre reforçar um comportamento desejado. Através
do reforço positivo acrescenta-se algo no ambiente do destinatário que
funcione como recompensa para que o sujeito perceba que agiu bem e que se
repetir este comportamento será reforçado novamente. (ex. Palmadinha nas
costas, ou oferecer algo a alguém em forma de recompensa)
O reforço negativo também tem como objetivo reforçar comportamentos, só que
ao invés de acrescentar algo no ambiente do sujeito, retira. (ex. Alguém que
se sinta incomodado por algo que esteja no seu ambiente. Para reforçar um
comportamento, esse algo é retirado para que o sujeito perceba que agiu bem
e que só existe benefícios na prática desse comportamento.)
A punição pugna pelo mesmo princípio mas com uma particularidade, tem como
objetivo obter um comportamento mas também tem o objetivo de apagar
comportamentos. Através da punição positiva, acrescentamos algo no ambiente
do sujeito de modo a obtermos um comportamento. (ex. Os carros que apitam
quando o cinto não está colocado. O apito funciona neste caso como punição
positiva. O cinto uma vez posto cala o apito, passamos assim de punição
positiva para reforço negativo.)
Punição negativa consiste na remoção de algo no ambiente do sujeito para que
este perceba que agiu mal. (ex. Retirar a consola a uma criança devido ao
seu mau aproveitamento escolar.)
Após este apanhado (relativamente) breve sobre o condicionamento operante,
vamos tirar uns minutos para pensar neste princípio behaviorista aplicado à
escala global.
Os media fazem enumeras apropriações deste princípio (nunca esquecendo
também as nossas necessidades sociais), principalmente na publicidade
(priming) em que nos empurram na direção dos seus produtos, recorrendo ao
fator «uau».
«Somos um produto do nosso próprio ambiente» e agora finalmente estamos a
aprender a manipular esse ambiente de forma a que sejamos um produto
pretendido e controlável.
Poderá ser a condição humana uma busca constante de reforço positivo?
Marco Silva 45212
que nos rodeia de modo a saciar as nossas necessidades, sejam elas quais
forem. Mas será que este princípio funciona do modo inverso? A manipulação
do meio de modo a manipular os nossos comportamentos e até a forma de
saciarmos as nossas necessidades?
A resposta é sem qualquer tipo de dúvida afirmativa, hoje em dia
é possível verificarmos que isso se concretiza no nosso quotidiano,
começando na publicidade pela qual somos bombardeados de forma incessável, e
acabando nas coisas menos óbvias como o comportamento de outra pessoa, um
amigo ou uma namorada e o efeito que esse comportamento tem sobre nós. Esta
questão do condicionamento operante é no final de contas uma forma de
comunicação muito subliminar que faz alusão à nossa condição mais basal
enquanto seres humanos.
O funcionamento do condicionamento operante consiste no
«reforço» e na «punição», e dentro destes, temos o «reforço positivo» e
«negativo» e a «punição positiva» e «negativa».
O objetivo do reforço é sempre reforçar um comportamento desejado. Através
do reforço positivo acrescenta-se algo no ambiente do destinatário que
funcione como recompensa para que o sujeito perceba que agiu bem e que se
repetir este comportamento será reforçado novamente. (ex. Palmadinha nas
costas, ou oferecer algo a alguém em forma de recompensa)
O reforço negativo também tem como objetivo reforçar comportamentos, só que
ao invés de acrescentar algo no ambiente do sujeito, retira. (ex. Alguém que
se sinta incomodado por algo que esteja no seu ambiente. Para reforçar um
comportamento, esse algo é retirado para que o sujeito perceba que agiu bem
e que só existe benefícios na prática desse comportamento.)
A punição pugna pelo mesmo princípio mas com uma particularidade, tem como
objetivo obter um comportamento mas também tem o objetivo de apagar
comportamentos. Através da punição positiva, acrescentamos algo no ambiente
do sujeito de modo a obtermos um comportamento. (ex. Os carros que apitam
quando o cinto não está colocado. O apito funciona neste caso como punição
positiva. O cinto uma vez posto cala o apito, passamos assim de punição
positiva para reforço negativo.)
Punição negativa consiste na remoção de algo no ambiente do sujeito para que
este perceba que agiu mal. (ex. Retirar a consola a uma criança devido ao
seu mau aproveitamento escolar.)
Após este apanhado (relativamente) breve sobre o condicionamento operante,
vamos tirar uns minutos para pensar neste princípio behaviorista aplicado à
escala global.
Os media fazem enumeras apropriações deste princípio (nunca esquecendo
também as nossas necessidades sociais), principalmente na publicidade
(priming) em que nos empurram na direção dos seus produtos, recorrendo ao
fator «uau».
«Somos um produto do nosso próprio ambiente» e agora finalmente estamos a
aprender a manipular esse ambiente de forma a que sejamos um produto
pretendido e controlável.
Poderá ser a condição humana uma busca constante de reforço positivo?
Marco Silva 45212


