Como a cultura é vista

É preciso perguntarmo-nos o que é que podemos quantificar como cultura, o que podemos caracterizar como o que poderá assumir-se como parte do nosso conhecimento tanto a nível pessoal como a nível geral, o quanto podemos dedicar de nós ao desenvolvimento da cultura. E por isso me pergunto, por que bases nos regemos para definir o que é cultura? Que instrumentos ou meios divulgam a essência do que é cultura? A questão poderá levar-nos a uma discussão livre e a uma construção de todo um conjunto de ideias aleatórias que o justificam mas actualmente o valor que lhe é dado resume-se ao que é viável ao que é para muita boa gente uma visão pouco construtiva. Com isto quero- me referir ao que nos deparamos diariamente e ao qual a sociedade tanto adere. Talvez com um carácter mais de entretenimento mas que não se isola, de todo, do facto de se preferir assistir a isso do que a um programa de cultura “nua e crua”. Estou pois, a referir me à Casa dos Segredos, que já conta com a terceira edição de puro espectáculo ao qual podemos estar inteiramente ligados24 horas sob 24 horas uma vez que existe parceria com a MEO.

Este programa, como já tem vindo a mostrar é um sucesso, não só pelo excessivo número de inscrições de cada vez que surge nova edição mas também pelo número de audiências que proporciona ao canal da TVI. Algo que me questiono é que será que as pessoas que participam ou concorrem a estes formatos de programas é com o objectivo de ganharem os seus 15 minutos de fama ou porque precisam mesmo do dinheiro? E que mesmo que não consigam alcançar o prémio possam ter portas abertas para resolverem os seus problemas? Pois bem o que é certo é que existe uma grande envolvência com este tipo de programa. Todo o mediatismo que se gera é algo que agrada a quem vê e a quem o vive. E é deste mundo paralelo ao nosso (sociedade) que se dá mais importância, que é para muitas pessoas a ‘cultura’ a que se dedicam. Não depreciando este facto, seria uma mais valia procurar explorar o que o nosso país tem de riqueza de património, de cultura verdadeira porque isso sim nos enche de conhecimento e permite-nos valorizar o que de temos bom.

Ana Gomes. Nº44428
publicado por - fcar - às 19:20 | comentar | favorito