Exposição ³Pinturas Sobre Papel Albers na América² em Lisboa
Estão em exibição oitenta estudos a óleo de Josef Albers (1888-1976) no
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 18 de maio até
1 de julho.
O pintor alemão, que marcou o século XX, é principalmente conhecido pela
série ³Homenagens ao Quadrado², que pintou entre 1950 e 1976, e pelo seu
estudo inovador sobre a cor, ³A Interação da Cor², publicado em 1963. O seu
reconhecimento deve-se também ao seu percurso como professor na Bauhaus em
1925, no Black Mountain College (Carolina do Norte) a partir de 1933 e como
presidente do Departamento de Design da Universidade de Yale entre 1950 e
1958.
Foi Nicholas Fox Weber (atual presidente da Fundação Josef e Anni Albers),
ao tornar-se íntimo de Albers e da sua mulher, Anni, quem descobriu numa
cave a maior parte dos trabalhos presentes na exposição. Estes são a
coletânea das experiências realizadas pelo pintor, que revelam a nu a forma
como este estudava, explorava e testava as cores e certos materiais.
Desvendam um lado espontâneo, informal do artista e, de certa forma, o seu
modo de pensar e trabalhar.
Pertencente à geração de Kurt Schwitters, Paul Klee e Kandinsky, Albers é
difícil de associar a movimentos específicos da história da arte, devido à
sua forma de expressão tão individual. Era um pintor apaixonado pela
observação, podia perder horas a contemplar a natureza. Relacionava-se com o
que o envolvia, aproximava-se do que o fascinava e transpunha tudo isso para
a pintura numa forte ligação de cor e luz.
Maria Carolina Oliveira, 42536
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 18 de maio até
1 de julho.
O pintor alemão, que marcou o século XX, é principalmente conhecido pela
série ³Homenagens ao Quadrado², que pintou entre 1950 e 1976, e pelo seu
estudo inovador sobre a cor, ³A Interação da Cor², publicado em 1963. O seu
reconhecimento deve-se também ao seu percurso como professor na Bauhaus em
1925, no Black Mountain College (Carolina do Norte) a partir de 1933 e como
presidente do Departamento de Design da Universidade de Yale entre 1950 e
1958.
Foi Nicholas Fox Weber (atual presidente da Fundação Josef e Anni Albers),
ao tornar-se íntimo de Albers e da sua mulher, Anni, quem descobriu numa
cave a maior parte dos trabalhos presentes na exposição. Estes são a
coletânea das experiências realizadas pelo pintor, que revelam a nu a forma
como este estudava, explorava e testava as cores e certos materiais.
Desvendam um lado espontâneo, informal do artista e, de certa forma, o seu
modo de pensar e trabalhar.
Pertencente à geração de Kurt Schwitters, Paul Klee e Kandinsky, Albers é
difícil de associar a movimentos específicos da história da arte, devido à
sua forma de expressão tão individual. Era um pintor apaixonado pela
observação, podia perder horas a contemplar a natureza. Relacionava-se com o
que o envolvia, aproximava-se do que o fascinava e transpunha tudo isso para
a pintura numa forte ligação de cor e luz.
Maria Carolina Oliveira, 42536


