Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, voltou a defender que a
juventude portuguesa tem na emigração um melhor futuro.
«Demos-lhe formação, mas não lhe damos o que precisam para um emprego. Não
lhes damos oportunidade de serem úteis à sociedade. Essa mesma juventude,
bem preparada, é uma juventude da mobilidade», disse.
Relvas defende que Portugal deve «olhar para outros mundos» e menos para a
Europa e valorizou a existência de uma nova emigração protagonizada por uma
«juventude bem preparada e com capacidade de se adaptarem» a novas
realidades.
Caros colegas, será que iremos viver uma nova onda de emigração como a que
se viveu em tempos dos nossos avós?
Isa Cruz a41608
Concordo que o futuro da nossa geração esteja na emigração. Tal como Miguel Relvas disse, nós temos formação, temos vontade de estudar, mas não temos perspectivas nenhumas para um futuro. E eu sinto que não sou a única que, com tudo isto, perde a vontade de apostar na formação e educação porque o que vem depois é mais do que previsível: o desemprego.
Não é de admirar que a resposta à tua pergunta final seja um grande sim.
Ana Rita, 42261 a 8 de Janeiro de 2012 às 14:31
Apesar dos valores portugueses serem amplamente conhecidos e reconhecidos no estrangeiro, espero que essa onda de emigração não seja demasiado grande.
Em vez de partimos para darmos novos mundos ao mundo, façamos com que este se faça por cá.
Reconheço que não há grandes alternativas, então que sejamos empreendedores e inovadores. Sejamos, neste novo milénio, navegadores de novos mares dentro do nosso território, apesar destes estarem revoltos.
Lúcia Costa a 9 de Janeiro de 2012 às 02:04
Respondendo à tua pergunta, eu penso que sim. Todos nós que tiramos um curso, sonhamos em trabalhar na nossa área. Hoje em dia, nem fora da mesma há trabalho. Nós jovens, devemos aproveitar a nossa capacidade de adaptação, e lutar por aquilo que queremos. Seja no nossa país ou fora.
Rita Gomes a 9 de Janeiro de 2012 às 09:53
Infelizmente parece ser essa a resposta para um futuro melhor para a nossa geração. Embora eu concorde com a Lúcia e acho que realmente devíamos tentar salvar o país com mais iniciativas e investimentos para o emprego, sei que é uma noção muito idealista e que é pouco provável de ser concretizada num futuro próximo. A nossa geração acabará por ter de mobilizar-se para outros países em busca de um oportunidade de trabalho, seja este dentro da nossa área ou não. Espero no entanto que não seja um surto de imigração tão grande como antes, mas não deixa de ser uma forte possibilidade.
Patrícia Mendes a42037
Patrica Mendes a 9 de Janeiro de 2012 às 22:43
Eu pessoalmente penso que a emigração será o meu caminho no final da licenciatura. A perpetiva de futuro e de iniciar uma carreira em Portugal parecem cada vez mais opções muito remotas. Penso que emigrar não é nenhuma tragédia, e se podemos obter melhores condições de vida no estrangeiro, porque haveremos nós de ficar em Portugal e ter uma vida miserável?
José Bela a 10 de Janeiro de 2012 às 22:22
Os números provam isso mesmo, a emigração está a aumentar imenso desde 2009.
Mas a questão é: não é preciso que passe muito tempo para que dificuldades se voltem a sentir e o mais provável é a maior parte de nós ter de pensar seriamente numa mudança.
No entanto, a verdade é que nos queixamos das dificuldades que temos agora mas no tempo dos nossos avós, e também no dos nossos pais, era muito, muito pior. Havia miséria, dificuldades e eram poucos aqueles que tinham possibilidade de prosseguir nos estudos.
Desta forma penso que, apesar de tudo, a nossa geração teve muita sorte por ter apanhado a época das «vacas gordas» e de hoje ter acesso a um curso universitário. Assim, a meu ver, teremos mais hipótese de vencer no mundo trabalho e isso passa por ir lá para fora, que seja.
Não vale a pena nos continuarmos a lamentar que isto está mau ou que não vamos ter oportunidades. Gerações e gerações foram marcadas pelas dificuldades e nós, que estamos habituados a tempos de abundância, estamos a sentir também, mas de forma mais inédita,por assim dizer. A palavra adaptação dá sempre resposta a isso.
E sim, acho muito bonito dizer-se que devemos é ficar e lutar pelo nosso país mas se o nosso povo é comodista e não se proporciona a fazer mudança nenhuma de que serve? Uma pessoa sozinha não consegue, apesar de, e sei disso muito bem, esta estar em cada um de nós.
Nádia Silva 41664
Anónimo a 7 de Março de 2012 às 20:45
Respondendo à tua pergunta, a minha esperança é de que não. Que o país não sofra uma nova onda de emigração como a que em tempos assolou o país. Fico revoltada quando vejo notícias que dizem que a solução poderá estar na emigração. Não me consigo resignar a esse facto. Nós estudamos, para conseguirmos ter um emprego na nossa área e de preferência no nosso país. É uma vergonha, na minha opinião, termos que emigrar para o conseguirmos. Infelizmente sei que vai ser provavelmente o desfecho de muitos jovens no término das suas licenciaturas, porém quero ainda acreditar, que não seja o meu. Pois não é de todo o meu desejo.
Ana Rita de Sousa
44582
Ana Rita de Sousa a 2 de Novembro de 2012 às 01:38