Homicídio Inqualificável
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Foi com bastante choque e estranheza que tive recentemente conhecimento do
homicídio do cronista social Carlos Castro, no passado dia 7 de Janeiro de
2011. Carlos Castro, de 65 anos, terá sido encontrado morto, com sinais de
violência física, no hotel Intercontinental, em Nova Iorque.
O modelo Renato Seabra de 20 anos, que desde o início foi considerado (e
agora confirmado) principal suspeito do crime, teria passado os últimos dias
com o cronista nesse mesmo hotel, onde partilhavam um quarto.
Aquele que foi considerado desde logo um crime passional ganha novos
contornos, ao descobrir-se marcas de mutilações genitais no corpo da vítima,
que mais tarde se saberia terem sido resultado de golpes exercidos, durante
aproximadamente uma hora, com um saca-rolhas.
Ao analisarmos as histórias de homicida e vítima, encontramos algumas
discrepâncias entre ambas as versões. Enquanto Renato Seabra sempre havia
admitido, perante amigos e família, ser heterossexual e manter uma relação
estritamente profissional com Carlos Castro, este último não escondia o
desejo de contrair uma relação amorosa com o modelo.
Entretanto, Renato Seabra já confessou o crime, adiantando que as mutilações
serviriam para libertar os demónios da homossexualidade do amigo.
Actualmente, o modelo encontra-se detido no hospital Bellevue, em Nova
Iorque, até comparecer perante o Juiz, arriscando-se a receber, por
homicídio em segundo grau, de vinte e cinco anos a pena perpétua.
Com a descrição de um cenário tão macabro como trágico, não podemos deixar
de pensar o que passaria pela cabeça de um jovem aparentemente calmo e
equilibrado até então), e com toda uma vida à sua frente, para deitar tudo
por terra
Andreia Matinhos nº39306


