18
Jan 21

De Fascismo a Culto de Personalidade

Desde 2016 quando Donald Trump ganhou as eleições Presidenciais nos Estados Unidos muitos pelo mundo fora se perguntaram como foi possível. As pessoas que apoiam o extremismo tendem as sentir-se esquecidas pelo seu governo, que o governo dá apoio a imigrantes e a quem não quer trabalhar em detrimento deles, que os “outros” são menos que eles. Donald Trump chegou aonde está porque disse aos eleitores o que eles queriam ouvir, como por exemplo que os imigrantes iam ser mandados para “casa”, que as fabricas no centro dos Estados Unidos iam voltar a abrir e criar emprego, que ia apoiar os que como eles estavam a ser ignorados pelo governo existente.

Trump fez pouco ou nada do prometido e até piorou a vida de muitos cidadãos, no entanto os apoiantes do Trump cada vez mais se assemelham a um culto da personalidade. O aspecto mais consensual do fascismo é o nacionalismo militante primeiro que tudo o resto. No caso do Trump e dos seus apoiantes ele já está primeiro que o nacionalismo militante.

Em Portugal estamos a presenciar o inicio de um culto da personalidade de André Ventura do partido CHEGA!. Da mesma forma que Trump disse o que algumas pessoas queriam ouvir, assim faz André Ventura. Em 2013, na sua tese de doutoramento criticou a “estigmatização de minorias”, no entanto em 2016 já dizia que era necessária a “redução drástica da presença islâmica na União Europeia”, tal como Trump. Diz ser “a voz do cidadão comum”, muito semelhante ao que Trump disse aos Americanos que sentem não ter representação no governo.

Tal como Trump, o Ventura não percebe que “All Lives Matter” é irrelevante porque não existe violência, nem discriminação contra quem não é, no nosso caso, Português de gema. Ventura acha que tem mais direitos que os outros, acha que tem o direito de assediar sem pensar que o outro tem o direito de não ser assediado. O discurso e as acções de Ventura espalham o nacionalismo militante e o ódio ao “outro” em Portugal. Ganhando apoiantes a cada dia.

Fica aqui o aviso que o culto da personalidade tem a capacidade de destruir a democracia em qualquer país do mundo.

a68267

 

publicado por - fcar - às 23:45 | comentar | favorito

De Fascismo a Culto de Personalidade

Desde 2016 quando Donald Trump ganhou as eleições Presidenciais nos Estados Unidos muitos pelo mundo fora se perguntaram como foi possível. As pessoas que apoiam o extremismo tendem as sentir-se esquecidas pelo seu governo, que o governo dá apoio a imigrantes e a quem não quer trabalhar em detrimento deles, que os “outros” são menos que eles. Donald Trump chegou aonde está porque disse aos eleitores o que eles queriam ouvir, como por exemplo que os imigrantes iam ser mandados para “casa”, que as fabricas no centro dos Estados Unidos iam voltar a abrir e criar emprego, que ia apoiar os que como eles estavam a ser ignorados pelo governo existente.

Trump fez pouco ou nada do prometido e até piorou a vida de muitos cidadãos, no entanto os apoiantes do Trump cada vez mais se assemelham a um culto da personalidade. O aspecto mais consensual do fascismo é o nacionalismo militante primeiro que tudo o resto. No caso do Trump e dos seus apoiantes ele já está primeiro que o nacionalismo militante.

Em Portugal estamos a presenciar o inicio de um culto da personalidade de André Ventura do partido CHEGA!. Da mesma forma que Trump disse o que algumas pessoas queriam ouvir, assim faz André Ventura. Em 2013, na sua tese de doutoramento criticou a “estigmatização de minorias”, no entanto em 2016 já dizia que era necessária a “redução drástica da presença islâmica na União Europeia”, tal como Trump. Diz ser “a voz do cidadão comum”, muito semelhante ao que Trump disse aos Americanos que sentem não ter representação no governo.

Tal como Trump, o Ventura não percebe que “All Lives Matter” é irrelevante porque não existe violência, nem discriminação contra quem não é, no nosso caso, Português de gema. Ventura acha que tem mais direitos que os outros, acha que tem o direito de assediar sem pensar que o outro tem o direito de não ser assediado. O discurso e as acções de Ventura espalham o nacionalismo militante e o ódio ao “outro” em Portugal. Ganhando apoiantes a cada dia.

Fica aqui o aviso que o culto da personalidade tem a capacidade de destruir a democracia em qualquer país do mundo.

 

publicado por - fcar - às 23:43 | comentar | favorito

Cyberbullying

Embora este seja um tema pouco abordado e até mesmo menosprezado por alguns, a realidade é que esse tipo de assédio é complexo. Nos dias que correm e com o fácil acesso às TIC, este está cada vez mais presente.



Mas afinal o que é o cyberbullying?



O cyberbullying é a utilização de meios digitais, seja a internet, smartphones, videojogos online, entre outras plataformas, com a intenção de assediar psicologicamente terceiros. No entanto, de forma a compreender o cyberbullying devemos de levar em consideração que estes acontecimentos ocorre igualmente tanto entre crianças, jovens, adolescentes e adultos. O agressor e a vítima de assédio têm, por norma, idades iguais ou semelhantes, e compartilham um contexto social.



Enquanto o bullying é uma forma de agressão verbal, psicológica e física que se mostra sistemática e contínua, o cyberbullying é a extensão da prática do bullying do ambiente físico para o plano virtual. O cyberbullying ultrapassa qualquer fronteira física, tirando à vítima qualquer capacidade de se escapar dos ataques, que deriva, na maior parte das vezes, das redes sociais e dos aplicativos que encaminham mensagens. São consideradas ações de cyberbullying, a exposição de fotografias ou montagens intimistas e constrangedoras, críticas repetitivas tanto à aparência física como à opinião e ao comportamento social. Os agressores, normalmente, atacam de uma forma sorrateira, ou seja, sendo incapazes de o fazer cara a cara criam perfis falsos pois acreditam estar assim totalmente protegidos.



O cyberbullying pode causar sérias consequências à vítima. Levando, numa fase inicial, ao isolamento e tristeza, podendo evoluir para quadros mais elevados de depressão, transtorno de ansiedade, ataques de pânico, problemas de baixa autoestima, baixo desempenho escolar, dificuldade em se relacionar com os outros e nos casos mais extremos chegando mesmo ao suicídio.



Ainda que não estejamos livres destes ataques, existem um conjunto de medidas que podemos e devemos tomar. A exposição da vida pessoal nas redes sociais deve de ser moderada, não devem ser enviadas fotos íntimas, contendo nudez parcial ou total para outras pessoas, caso seja vítima de alguma agressão, antes de tomar qualquer atitude, converse com um adulto da sua confiança que o consiga auxiliar. Os pais também desempenham um papel importante, devem de ter sempre em atenção ao que os menores fazem pela internet, de forma a auxiliá-los quando sofrem agressões ou até mesmo punirem possíveis atos agressivos praticados pelos mesmos.



 

Rita Agostinho (a69114)

publicado por - fcar - às 23:36 | comentar | favorito

Erasmus em tempo de pandemia

A Universidade oferece um leque extenso de oportunidades tanto a nível pessoal como a nível profissional e atrevo-me a dizer que o Erasmus seja de todas elas a maior experiência. Ter a oportunidade de conhecer novos hábitos, novas culturas, novos sítios e países, novos métodos de aprendizagem é simplesmente espantoso. Mas a triste realidade por que todos passamos neste momento, tornou-se um impedimento de seguir em frente com esse sonho e falo por experiência própria. Ainda que o programa permita a ida, são muito poucos os jovens que têm coragem de partir para uma aventura destas em tempo de pandemia.



Falando um pouco na minha perspetiva e acreditando que seja a de muitos colegas, a ideia de partir para outro país perante os tempos atípicos que ultrapassamos deixou de fazer sentido para mim. O maior apelo do momento “fique em casa” em nada condiz com o programa Erasmus, que dá todo um incentivo ao passear, conhecer, descobrir e explorar. Optei por ficar, ficar perto dos meus, porque os tempos são outros. Ficar em casa, porque o conforto da nossa casa é outro tendo em conta o que se passa lá fora. Ficar porque aqui me sinto mais segura se algo acontecesse.



“Quando se fecha uma porta abre-se uma janela” e o velho ditado encaixa-se na perfeição para o misto de sentimentos que tenho em mim mas que ainda assim me fazem querer que ficar neste momento é a opção certa. 


Rita Agostinho (a69114)

publicado por - fcar - às 23:29 | comentar | favorito

Será que conseguiríamos viver sem tecnologia hoje em dia?

Vamos imaginar que de repente toda a tecnologia deixa de existir, acham que iriamos nos conseguir adaptar a essa nova realidade?



Bom eu cá acho que a grande maioria das pessoas não iria aguentar voltar para uma era na qual não existe tecnologia pois estão tão viciados que iriam dar em doidos completamente sem saber o que fazer, acredito que infelizmente alguns não iriam sobreviver, e outros teriam que ser internados, nem eu própria sei se seria capaz de voltar para uma era sem tecnologia pois se pensarmos bem tudo a nossa volta é tecnologia não somente os nossos telefones, será que iriamos conseguir viver num mundo onde não existem micro-ondas, nem frigoríficos, fornos ou até mesmo sem aquecedores que se pensarmos bem hoje em dia são bens  essenciais especialmente na sociedade em que estamos inseridos neste momento. E eu já nem falo da televisão, dos telemóveis nem da internet pois apesar de não serem de todo bens essenciais, uma grande parte do mundo já não consegue viver sem eles.



Por isso eu digo que seria muito difícil e quase impossível para a sociedade voltar a uma era sem tecnologia especialmente depois de ter vivido uma era tecnológica e só não digo que é impossível pois sei que existiria algumas pessoas que realmente seriam capasses de viver sem essas mesmas tecnologias.



Ana inglês (a69113)

publicado por - fcar - às 23:23 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Fake news.

A verdade é que, atualmente, toda a gente tem um telemóvel ou acesso a um, isto que possibilita a qualquer um chegar às notícias que correm ou pôr notícias a correr, e é por isso que existem as fake news, estas que se transmitem mais rapidamente que o, não tão novo, vírus. Um post com meia dúzia de partilhas já é a notícia de última hora, e muitos foram que apareceram até agora, "ah eu bebo muita água e gargarejo a boca com água morna sal, estou safa!", é um dos exemplos. É importante que saibamos distinguir o que é verdade do que não é, para não cairmos em erro e acharmos que estamos protegidos quando não é o caso. Todos os dias há inúmeros noticiários em vários canais televisivos, que são a fonte mais fiável e segura para nos informarmos, e para quem reclama que não tem nada para fazer em casa ao menos já pode ocupar uma horinha e meia do seu tempo!

Com isto, protejam-se, do vírus e das fake news.

Bárbara Reguengo a68274

publicado por - fcar - às 22:51 | comentar | ver comentários (2) | favorito

Combate à pandemia.

Portugal bateu, recentemente, o recorde mundial de casos de COVID-19 por mil habitantes. Isto só mostra que a maior parte dos posts partilhados e mensagens de apoio deixadas diariamente a quem, literalmente, está a trabalhar para combater a presente pandemia, é tudo para "ficar bonito", porque essas mesmas pessoas são aquelas que no storie seguinte estão no bar da praia a beber o seu café e a ver o pôr do sol, elas e mais os seus 6 amigos, e a máscara não é a de tecido mas sim o filtro do Instagram. Essas mesmas pessoas são as que preferem passar os aniversários dos amigos todos juntos na mesma casa fechada, implicando assim com que alguns não possam festejar o seu para o ano que vem.

Está na altura de destapar os olhos e entender que ISTO é real, e de uma vez por todas perceber que quando vestimos uma blusa não deixamos um braço de fora, a máscara é por cima do nariz ...

Bárbara Reguengo a68274

publicado por - fcar - às 22:50 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quero o final do semestre, por favor!

Porque é que o final do semestre nunca pode ser uma altura pacífica? “O lodo é real” é uma das expressões mais populares entre os universitários porque é, sem dúvida alguma, bastante verídica!

Creio que é de opinião geral que a ansiedade acaba por tomar conta de nós nesta época. O stress, a escassez de horas de sono, acompanhados pelas olheiras e o cansaço, provocados pelos trabalhos e frequências, completam o “menu” do final do semestre. Um menu ideal, não é? Não…não gosto. Quero férias. Aliás, preciso! Honestamente, já só penso nas séries que tenho para atualizar na Netflix e nas horas de sono que estou prestes a repor... sou a única? 

a68269

publicado por - fcar - às 22:48 | comentar | ver comentários (1) | favorito

As praxes deviam existir?

Olá boa noite, a questão que velho levantar hoje é: será que devia existir praxe, ou não?



Bom o termo “praxe” é o nome atribuído a um ritual de iniciação, geralmente realizado no primeiro ano de Universidade, que visa a integração dos novos alunos. Durante este processo de integração, há uma transmissão de valores dos alunos mais velhos para os novos, sempre na tentativa de manter as tradições da sua respetiva Academia. Outro objetivo é ajudar a integrar novos alunos, facilitando a socialização pois como estão todos na mesma situação fica mais fácil, fazer amigos.



Depois desta pequena explicação sobre o que é a praxe e alguns do objetivo que ela tem, já posso dar a minha opinião sobre o assinto. Eu acho que a praxe deve existir sim, porque a mesma não tem só como objetivo manter e continuar tradições, ela tem muito a ver com te conseguires entregar melhor no curso porque quando estas num sítio novo sem conhecer ninguém muitas vezes é bem complicado fazer amigos, e estar num sítio novo sem conhecer ninguém e sem ter a família por perto pode afetar e muito o psicológico de uma pessoa e a praxe ajuda muito nesse sentido.



Então e tu, achas que as praxes devem ou não existir?



Ana Inglês (a69113)

publicado por - fcar - às 22:04 | comentar | ver comentários (5) | favorito

Projetos quadrados

Catarina Pinto | 68276



Infantário, pré-escola, básico, secundário, faculdade...e por aí fora. A escola é a nossa segunda casa costumam dizer, é uma grande verdade, mas é importante ter atenção para que esta não passe a ser a nossa primeira casa. O tempo de escola é muito importante, no nosso crescimento e desenvolvimento, no entanto não se pode viver apenas e só o ambiente de ensino, tal como não se pode viver apenas o trabalho, as melhores aprendizagens são aquelas que estão presentes ao longo da nossa vida.



Quero com isto dizer que, quantas vezes paramos para pensar que existe mais para além da escola? Quantas vezes abdicamos dos nossos planos porque temos coisas para fazer ou para entregar? Deixamos aquele almoço de família a meio porque temos um prazo para cumprir. Os prazos farão sempre parte da nossa vida e é importante cumpri-los, mas eles não podem ser o nosso único foco. Os nossos projetos de vida são determinados pelo nosso caminho profissional, na maioria dos casos, e com eles surgem o padrão de vida; não devemos deixar que a nossa vida seja regulada pelos projetos quadrados, aqueles em que perdemos a noção do nosso ser e onde já não encontramos entusiasmo na vida ou quando começamos a questionar, mas afinal o que faço aqui? Quando já não nos recordamos do porquê de termos começado?



A vida está repleta de padrões e ciclos, por vezes temos que os quebrar para conhecermos quem somos e aquilo que realmente queremos, isto é o mais importante, acima de todas as escalas e números estão seres humanos e esses têm e devem ser educados como tal e não como máquinas. A máquina não fará mais do que aquilo para que é programada e nós seres humanos somos capazes de tantas coisas, não nos podemos esquecer que vida só há uma e como tal devemos aproveitá-la para fazer aquilo que nos completa e acrescenta. Não somos programados por alguma razão, somos seres pensantes e repletos de emoções, porque o mundo é nosso para conquistar, quando se sabe onde está o verdadeiro foco.



Projetos quadrados não acrescentam, criam antes aquilo que se conhece como comodismo, lembrem-se que quando estamos confortáveis com algo e não voltamos a sentir aquele receio de começar algo pela primeira vez então já fazemos parte do padrão. 
publicado por - fcar - às 20:36 | comentar | ver comentários (1) | favorito

A geração sem livros

Catarina Pinto | 68276

Não é novidade que hoje em dia trabalhamos e estudamos muito através dos nossos computadores e tablets, telemóveis inclusive. No entanto, há uma questão que acredito que passe pela cabeça de alguns de nós, será que ao privilegiarmos a tecnologia não estaremos a deixar para trás o meio mais importante na nossa educação?



Desde sempre que os livros nos acompanham, a nível escolar principalmente, o simples facto de sublinharmos e tocarmos nas páginas de um livro faz toda a diferença na aprendizagem, no meu ponto de vista. Esta era tecnológica em que vivemos é uma verdadeira revolução e igualmente importante para o nosso desenvolvimento, mas também acredito que o novo não tem de acabar com o velho, por isso este meu post serve para fazer um apelo para não se esquecerem de ler, mas que não seja no telemóvel, no computador ou no tablet. Sintam as páginas, o cheiro dos livros e deixem-se levar pelo conhecimento e histórias que eles transportam.



O mundo seria vazio sem livros, estes fazem parte da educação e da formação das pessoas. Não poderá chegar o dia em que as escolas poderão simplesmente optar por um ensino tecnológico, porque o dia em que os livros deixarem de fazer parte do nosso dia a dia é o dia em que deixaremos de saber escrever.

publicado por - fcar - às 20:34 | comentar | ver comentários (2) | favorito

O impacto negativo da internet e das redes sociais

As redes sociais são mais prevalentes que nunca e a sua marca é sentida a vários níveis na sociedade de hoje em dia. Quer por bons ou maus motivos, as redes sociais aparentem ser o sítio onde notícias, dramas ou qualquer evento de relevância maior demonstra despertar o maior interessa e conversa entre os demais, demonstrando o quão prevalentes são as redes sociais nas vidas de cada um de nós.



Porém, apesar de todos os benefícios e conveniências que as redes sociais trazem para as nossas vidas, penso que seja inegável os efeitos nocivos a que estas mesmas têm criado na saúde mental das pessoas, principalmente nos jovens, que são o grupo demográfico que mais tempo passa na internet a vasculhar pelos vastos rios de informação que esta alberga. Isto acontece, pois, é normal hoje em dia cada um de nós ter uma conta online onde demonstramos o nosso perfil, o que por sua vez, deixa-nos expostos aos aspetos mais negativos das redes sociais em si.



É inegável que graças a plataformas como o Twitter, a voz de cada um de nós pode ser ouvida e apreciada e já foram várias as vezes onde plataformas como estas foram usadas para chamar atenção a problemas sérios e reais que afetam a nossa sociedade. Mas, infelizmente, não existe falta de exemplos de pessoas que fizeram ou disseram coisas que ao serem publicadas online, tiveram repercussões algo desajustadas à gravidade das suas palavras ou atos. Existe também os casos de pessoas que partilham mais do que aquilo que devem ou tentam tratar dos seus problemas expondo a sua vida privada na internet no processo. Por outras palavras, a falta de senso comum por parte de algumas pessoas em como utilizar as redes e sites disponibilizados pela internet leva a que muitos fiquem excessivamente expostas na internet, onde as repurcussões de tal situação leva a que certas pessoas desenvolvam problemas emocionais e psicológicos devido ao abuso ou humilhação sofrida. Isto por sua vez, acontece devido ao excessivo nível de toxicidade a que existe na internet, onde ninguém está a salvo de ser ridicularizado ou julgado pelos seus erros.



A internet é cruel e não tem limites naquilo que deixa passar, pois, esta mesma acaba por ser um reflexo do comportamento e atitudes a que alguns de nós temos online, e apesar destes comportamentos resultarem de uma minoria de pessoas, não deixam de ser nocivos e impactantes. Com isto dito, não pretendo dizer que defendo a censura ou a limitação da liberdade de expressão, mas defendo que cada um de nós deva ter mais cuidado no que toca ao interagir e a utilizar tanto a internet como as redes sociais.



Roberto Pereira (a69117)



 



 



 



 



 

publicado por - fcar - às 20:05 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Desabafo de um universitário: estou louco e estou no lodo

Amigos, estou no lodo. No fim dele, mas esse é o pior lodo. Duas vezes por cada maravilhoso ano das nossas prezadas e nada esforçadas vidas académicas, temos a grande honra e prazer de passar pelo mítico lodo que se canta em lendas, saltando de cabeça e mergulhando em chapa brava. No fim de tudo lá saímos todos contentes: podemos estar sujos e imundos, com a sanidade alterada e com lágrimas ainda por secar, mas ao menos acabou! Toda aquela angústia e agonia que enublavam os nossos dias a espairecer, entrando de novo nos nossos quartos os vivos raios do sol da alegria e liberdade, iluminando a nossa nova e bela realidade de férias (e o pó que não tivemos tempo para limpar), ignorando a crueldade da sua eferimidade. O problema, meus caros, é que ainda não cheguei lá. Estou perto, sim, mas ao mesmo tempo tão longe que até dói.



Muitos poderão dizer que não é assim tão mau, que há piores males na vida. Pois bem, mentira não é. Mas não é por levar com um martelo na testa ser pior que eu vou querer levar um murro. Dói na mesma, e dói bastante. A pressão sobre mim não cessa de crescer. Aperta e aperta e aperta até não poder mais respirar. As lágrimas secaram todas, estou vazio por dentro. Já só posso abanar os braços, com a pouca força que me resta, na frágil esperança de em breve chegar à superfície, virar as costas a este lodo de testes e trabalhos e seguir em frente para o próximo lodeiro, saboreando todo o caminho a percorrer até chegar ao meu triste, mas inevitável destino. Já sobrevivi, e de certo que o tornarei a fazer, mas as mazelas são para ficar. Delas já não me livro, parte de mim elas são. Valerá a reta final, a desejada chegada ao meu Elísio, a pena que sofro de presente? Tal não sei, nem quero por enquanto saber. Neste momento, apenas a superfície me importa. E hei de lá chegar, para bem longe deste lodo.



Oh, são 4 da manhã. É melhor me ir deitar, hahahahahahaha…



 



Marco Amaral (a68262)

publicado por - fcar - às 18:04 | comentar | ver comentários (3) | favorito

Para além da LGBTQ: as sexualidades que poucos conhecem

Num mundo cada vez mais, ainda que algo lentamente, aberto às mais variadas sexualidades e às diferenças que estas trazem para o paradigma da nossa sociedade, já muitos têm consciência das famosas letras LGBTQ e as pessoas a que estas se referem. No entanto, a acompanhar esta sigla está sempre um sorrateiro sinal de “+”, e o que este engloba já não é tão conhecido pelas massas gerais. Assim sendo, decidi fazer uma breve pesquisa e agrupar algumas das mais obscuras (para quem não está tão dentro do assunto, pelo menos) sexualidades e em que consistem elas. Espero que quem leia este post encontre oportunidade para aprender mais sobre a rica e colorida palete da sexualidade e que acabe o texto um pouco mais sábio! Quem sabe até se não se aprende algo novo sobre nós próprios!?



Pansexualidade – Atração por pessoas independentemente do seu sexo ou género. Para pansexuais, o género não lhes faz diferença na sua atração.



Omnisexualidade – Semelhante à pansexualidade, mas com uma grande diferença: pessoas omnissexuais prestam atenção ao sexo, sendo a atração diferente variante deste. Ou seja, atraem-se por todos os sexos, reconhecendo as suas diferenças.



Autossexualidade – Atração pela própria pessoa. Costuma-se usar o termo “autossexual” quando alguém se sente principalmente, ou até exclusivamente, sexualmente atraída por si mesma.



Finsexualidade / Ginessexualidade – Atração pela feminidade em si, inclusive não estando esta aplicada ao próprio género feminino. Finsexuais tendem-se a sentir atraídos por mulheres, ou até mesmo homens, com características particularmente efeminizadas.



Minsexualidade / Androssexualidade – O reverso da finsexualidade, trata-se da atração pela masculinidade. Normalmente aplicada à atração a homens de masculinidade forte, bem como a mulheres com semelhantes.



Ceterossexualidade / Escóliossexualidade – Atração por pessoas especificamente transgéneras ou não-binárias.



Polissexualidade – Atração por múltiplos géneros, pelo menos dois ou mais, mas não por todos. Um indivíduo polissexual é abrangente e traçado por diferentes tipos de sexualidade.



Demissexualidade – Pessoas, normalmente inclinadas para a assexualidade, que ainda assim sentem atração sexual, mas apenas em certos contextos. Exemplifica-se com a criação de uma forte relação com outra pessoa, que pode então originar atração em demissexuais.



Conhecias alguma destas? Alguma sexualidade em particular ressoou contigo? Qual foi a que te mais surpreendeu? Estejam a vontade de comentar sobre o assunto, ou ignorar que também é na boa! Fiquem bem e respeitem-se uns aos outros!



 



Marco Amaral (a68262)    
publicado por - fcar - às 18:04 | comentar | favorito (1)
18
Jan 21

A escassez de recursos hídricos no Alentejo

Nós, alentejanos, somos bombardeados desde pequeninos (especialmente em períodos de seca mais agravada) com campanhas de sensibilização, palestras, teatros de fantoches, tudo e mais alguma coisa para que percebamos o valor que água tem, particularmente no sul do país. A verdade é que o Sul tem uma grande desvantagem geográfica. Enquanto que no Norte encontramos rios, riachos e ribeiras por tudo o que é lado, na minha zona temos o Guadiana que, ainda assim, é metade espanhol, e uns barrancos por aqui e por ali que nem para lavar meias servem. Estou a brincar convosco, também temos o Sado e o Mira, mas de qualquer forma, usufruímos de pouquíssimos recursos hídricos.


Agora num tom mais sério. Esta desigualdade na (in)existência de recursos hídricos explica-se pelo clima e pelo relevo das regiões e, quanto a isso, nada podemos fazer. O que é curioso, no caso do Alentejo, é que, independentemente da sua escassez hídrica crónica, é a região portuguesa com a maior Superfície Agrícola Utilizada (SAU), graças, claro está, às suas extensas planícies. Esta incompatibilidade, há um século, não estabelecia grandes problemas logísticos – a agricultura era de sequeiro, seguindo um regime extensivo. Foi com a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia, e consequente adesão à Política Agrícola Comum (PAC), que o panorama se alterou para aquilo que hoje conhecemos. A PAC impôs uma reorganização forçada das estruturas agrícolas portuguesas, numa tentativa de aumentar a produtividade e eficiência da agricultura, tentando igualá-la aos padrões que se verificavam noutros países europeus. De forma a que isto acontecesse, teve de haver um descuido proposital nas especificidades da nossa produção agrícola. É por este motivo que hoje encontramos milheirais de regadio no Alentejo, a zona com os mais áridos solos de Portugal.


É óbvio que para reconverter toda a prática agrícola alentejana, se teve de recorrer à construção de barragens. Se não tivéssemos o Alqueva seria completamente impensável a existência de culturas de regadio, mas toda a sua edificação, também ela, não esteve, nem está, livre do seu exclusivo conjunto de condicionantes, que falarei em seguida.


Portanto, o Alentejo vive contínuos períodos de seca e, concomitantemente, é o maior produtor agrícola em Portugal, graças ao Alqueva. Este poético contrassenso, adveio para dar resposta a ideais de crescimento económico completamente insustentáveis. Em prol do desenvolvimento da economia nacional, comprometeu-se a qualidade de vida a médio e longo-prazo da população alentejana e danificaram-se habitats naturais.


A luta contra a seca, a meu ver, acabou por acentuar a seca. Passo a explicar. As barragens construídas para dar resposta à nova realidade agrícola fizeram com que a maior parte da água disponível se concentrasse nas suas bacias, canalizando-a, sobretudo, para o regadio, sendo o abastecimento da população ou deixado para segundo plano, ou efetuado mediante custos inflacionados. A jusante das barragens, os caudais minguam, graças à pressão que a sobre-exploração agrícola causa nas barragens em si.


Verifica-se, assim, que os contras das barragens se sobrepõem aos prós. Eis os impactes ecológicos no caso de Alqueva:


- Destruiu 250 km de território (algumas povoações, como a Aldeia da Luz, tiveram de ser abandonadas para a construção da barragem);


-Comprometeu áreas importantes onde habitavam/habitam espécies raras e/ou em ameaça de extinção;


-Afetou habitats e alterou ecossistemas.


A verdade é que os períodos de seca são cada vez maiores e mais gravosos, e, para além do peso que a agricultura tem nesta situação, as alterações climáticas também detêm grande parte da culpa. A resolução ou atenuação da seca no Sul dificilmente vai ser realizada durante a nossa vida, pois as perdas que a implementação de medidas “a sério” causariam aos latifundiários e ao país seriam incomensuráveis. O PIB diminuiria imenso e a dependência externa, por sua vez, iria aumentar. O modelo económico que sustentamos não cederá tão cedo.


Na minha opinião, o objetivo deverá ser a adequação das culturas aos diferentes solos e, para isso, devemos começar hoje a educar-nos a nós e aos nossos. Iniciemos o processo com medidas simples, passo a passo. Concluamos o processo com um Portugal sustentável. As sementes do futuro devem ser plantadas agora, para serem colhidas pelos nossos sucessores.


 


Luís Coelho| a68266


Sem vírus. www.avg.com

publicado por - fcar - às 17:28 | comentar | favorito