Bento XVI admite uso do preservativo, Vaticano justifica opção para prostitutas
Pela primeira vez na história da igreja católica um Papa admite o uso do
preservativo. Após uma das suas visitas ao continentes africano, o Papa
Bento XVI admite que o uso do preservativo pode ser importante para impedir
a propagação da sida. A profunda mudança de posição de Bento XVI foi ontem
revelada pelo jornal do Vaticano, LOsservatore Romano, que cita o livro
A luz do Mundo'.
Para a presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, Eugénia Saraiva, a
posição de Bento XVI é "contudo discriminatória". "É com muita satisfação
que ao fim de vinte anos assistimos a uma mudança de mentalidade, mas o Papa
tem contudo uma mensagem discriminatória, associando o preservativo apenas à
prostituição, quando o risco de ser seropositivo é comum a toda a
sociedade", refere Eugénia Saraiva.
A obra que exprime as ideias de Bento XVI reúne várias entrevistas do Papa
dadas ao escritor alemão Peter Seewald que será publicado dia 23 de
Novembro. Quando é abordado o tema do preservativo, o Papa defende que "não
é realmente a maneira de trabalhar com a infecção por HIV". Contudo
considera que "pode haver casos individuais justificáveis, como por exemplo
quando uma prostituta usa o preservativo, e este pode ser o primeiro passo
para uma moralização".
"Há uma responsabilidade primordial de desenvolver uma nova consciência do
facto de que nem tudo é permitido e que não pode ser feito tudo o que se
quer", acrescenta Bento XVI. O Papa alerta para a "banalização da
sexualidade, na qual as pessoas não vêem mais nela a expressão do amor, mas
um tipo de droga, que se alimenta de si mesma". E defende "uma luta contra a
banalização da sexualidade".
Este é já um pequeno passo para a sociedade, apesar da igreja continuar a
descriminar e a ver a sexualidade como "um bicho de sete cabeças". Em certa
parte todos sabemos que vivemos numa sociedade onde a sexualidade se tornou
algo "natural" deixando de ser um tabu como em tempos o foi. Mas se a igreja
não é de todo a favor do uso do preservativo e de outros métodos
contraceptivos e penaliza moralmente a despenalização do aborto então das
duas uma ou as pessoas começam a ter muitos filhos como antigamente , o que
com a crise que ai vai não é muito recomendável, ou então faz-se um
"boicote" à sexualidade.
Ana Raquel Viegas Nº39222
preservativo. Após uma das suas visitas ao continentes africano, o Papa
Bento XVI admite que o uso do preservativo pode ser importante para impedir
a propagação da sida. A profunda mudança de posição de Bento XVI foi ontem
revelada pelo jornal do Vaticano, LOsservatore Romano, que cita o livro
A luz do Mundo'.
Para a presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, Eugénia Saraiva, a
posição de Bento XVI é "contudo discriminatória". "É com muita satisfação
que ao fim de vinte anos assistimos a uma mudança de mentalidade, mas o Papa
tem contudo uma mensagem discriminatória, associando o preservativo apenas à
prostituição, quando o risco de ser seropositivo é comum a toda a
sociedade", refere Eugénia Saraiva.
A obra que exprime as ideias de Bento XVI reúne várias entrevistas do Papa
dadas ao escritor alemão Peter Seewald que será publicado dia 23 de
Novembro. Quando é abordado o tema do preservativo, o Papa defende que "não
é realmente a maneira de trabalhar com a infecção por HIV". Contudo
considera que "pode haver casos individuais justificáveis, como por exemplo
quando uma prostituta usa o preservativo, e este pode ser o primeiro passo
para uma moralização".
"Há uma responsabilidade primordial de desenvolver uma nova consciência do
facto de que nem tudo é permitido e que não pode ser feito tudo o que se
quer", acrescenta Bento XVI. O Papa alerta para a "banalização da
sexualidade, na qual as pessoas não vêem mais nela a expressão do amor, mas
um tipo de droga, que se alimenta de si mesma". E defende "uma luta contra a
banalização da sexualidade".
Este é já um pequeno passo para a sociedade, apesar da igreja continuar a
descriminar e a ver a sexualidade como "um bicho de sete cabeças". Em certa
parte todos sabemos que vivemos numa sociedade onde a sexualidade se tornou
algo "natural" deixando de ser um tabu como em tempos o foi. Mas se a igreja
não é de todo a favor do uso do preservativo e de outros métodos
contraceptivos e penaliza moralmente a despenalização do aborto então das
duas uma ou as pessoas começam a ter muitos filhos como antigamente , o que
com a crise que ai vai não é muito recomendável, ou então faz-se um
"boicote" à sexualidade.
Ana Raquel Viegas Nº39222


