Sei que é um titulo batido, mas a verdade é que a Internet tem destas coisas, e consegue deixar uma pessoa de queixo caído! E o Facebook fez o favor de me fornecer o tema que hoje trago aqui. O ³Vodka Tamponing² que é descrito muito basicamente pelo semanário Sol como ³Inserir tampões, na vagina ou ânus, embebidos em álcool para provocar um estado de embriaguez rápido e sem vestígios².
Só aqui uma pessoa fica chocada!
Após ler a noticia do Sol, decidi abordar aqui o assunto, e como tal comecei a fazer a minha pesquisa. Eis que fiquei ainda pior quando me deparo com outros métodos, desta vez cortesia do Correio da Manha: o eyeballing que ³consiste em aplicar álcool diretamente sobre a mucosa ocular. Ao verter a bebida sobre o olho, atinge-se a corrente sanguínea mais rapidamente, pelo que o tempo que se demora a ficar alcoolizado é menor² e os oxy-shots em que se consomem as ³bebidas alcoólicas em dispositivos de inalação (como as bombas de asma), o que permite ao álcool passar diretamente para os pulmões.²
Meter álcool diretamente nos pulmões? Nos olhos? Nos órgãos genitais? Será que não pensam nas consequências? Como a noticia do Correio da Manha refere: ³Cegueira, dores oculares, infeções vaginais/anais e o 'efeito fulminante' das intoxicações etílicas são apenas alguns dos efeitos secundários.²
O que leva uma pessoa a sacrificar-se para uma noite de pura loucura?
Não defendendo, consigo entender (pouco, visto que como diz o ditado ³quem não tem dinheiro não tem vícios²) que a questão financeira possa influenciar, uma vez que estas técnicas são utilizadas pela rápida absorção do álcool, logo menos quantidade para alcançar a desejada bebedeira.
Mas será que vale a pena o sacrifício, por umas noites loucas?
Filomena Pires 47777
Decididamente não vale o sacrifício!
Desconhecia, até agora, esse tipo de métodos mas sinceramente acho repugnante chegarem a este ponto para simplesmente “curtirem a noite”. Chega a ser ridículo submeterem-se a tais sacrifícios e que, na minha opinião, não compensam de forma alguma. Para além dos inúmeros problemas de saúde que poderão surgir, ainda tem o desconforto que tais métodos poderão causar. Eu, por exemplo, tenho asma e sei perfeitamente que usar um dispositivo de inalação (bomba de asma) não é algo muito agradável… Imagino que ainda será pior quando usado com bebidas alcoólicas.
Por isso, não consigo parar de me perguntar: Será que quem faz isto tem plena noção do ponto chegou?
Carina Fernandes, 47775
Carina Fernandes a 5 de Novembro de 2013 às 00:53
E quando uma pessoa pensa que chegou ao fim do poço da insanidade mental, aparece uma pessoa “inteligente” que se lembra de escavar ainda mais fundo!
Eu desconhecia este procedimento, mas agora que acabei de ler o que escreveste, sinto-me completamente horrorizada! É óbvio que não vale a pena o esforço. Mas será que estas pessoas não têm noção das consequências? Está claro que estas práticas são totalmente irrefletidas e que podem resultar em desfechos graves.
A meu ver, uma noite divertida não depende do álcool… Mas se para estas pessoas, a bebedeira é sinónimo de festa, façam o favor de recorrer ao “método” tradicional, afinal mais tarde ou mais cedo, ele funcionará!
Mas fico pensando, numa situação de etilismo extrema, uma das técnicas de auxílio é o açúcar debaixo da língua… Neste caso, não faço a menor ideia de como se procederá o socorro. Sacrifícios destes, não valem a pena definitivamente! A saúde está em primeiro lugar...
Carolina Hermano a 6 de Novembro de 2013 às 23:45
E quando uma pessoa pensa que chegou ao fim do poço da insanidade mental, aparece uma pessoa “inteligente” que se lembra de escavar ainda mais fundo!
Eu desconhecia este procedimento, mas agora que acabei de ler o que escreveste, sinto-me completamente horrorizada! É óbvio que não vale a pena o esforço. Mas será que estas pessoas não têm noção das consequências? Está claro que estas práticas são totalmente irrefletidas e que podem resultar em desfechos graves.
A meu ver, uma noite divertida não depende do álcool… Mas se para estas pessoas, a bebedeira é sinónimo de festa, façam o favor de recorrer ao “método” tradicional, afinal mais tarde ou mais cedo, ele funcionará!
Mas fico pensando, numa situação de etilismo extrema, uma das técnicas de auxílio é o açúcar debaixo da língua… Neste caso, não faço a menor ideia de como se procederá o socorro. Sacrifícios destes, não valem a pena definitivamente! A saúde está em primeiro lugar...
Carolina Hermano, 47664
Carolina Hermano a 6 de Novembro de 2013 às 23:47
Tal como os comentários aqui já feitos, também eu sou uma das pessoas que desconhecia estes casos. A meu ver, não compensa.. Com o dinheiro que se poupa em bebida, gasta-se na saúde.
Este assunto é ainda muito desconhecido, como se pode ver pelos comentários anteriores, penso então que seria uma mais valia se houvesse alguém que os espose-se aos jovens e os explicassem. Afinal a dita "bebedeira" passa exatamente da mesma forma, e a ressaca pode se apanhar na mesma.
Acredito que muitos dos que recorrem a este tipo de processo desconhece as suas consequências, ou então não, mas por a vida assim em risco é completamente desnecessário.
Ana Raquel Santos a 19 de Novembro de 2013 às 11:43
Bem, a parte dos tampões eu já tinha ouvido, mas no olho ???? come on people, wake up !!
é um tremenda tristeza pensar que divertimento implicava beber, e não só beber, mas sim beber até não saber se andamos, voamos ou estamos em Marte ...
Na minha opinião ainda é pior não saber onde se está, acordar de manhã c a cabeça a explodir e não saber se estamos em nossa casa ou no beco ao lado da discoteca.
Mas cada vez há de piorar, as ideias que têm hoje são só para empurrar as pessoas ainda mais para dentro do poço, ainda mais para baixo.
As ideias que se tem para tentar acordar esta humanidade são gozadas, desdenhadas e rejeitadas.
O fixe é sair, beber até cair, acordar no dia a seguir c uma ressaca do tamanho do mundo, mas voltar a beber e entra-se num ciclo vicioso do qual, embora muitos neguem, é difícil sair.
Quem sabe um dia as pessoas vão acordar e, em vez de continuar a beber sem medida, pensem "eu não preciso disso, essa loucura que se vive de noite não me realiza em nada, optarei por modos mais saudáveis e, portanto, mais felizes de me divertir"
Quem sabe um dia...
Ângela P. Nascimento - 47241
Ângela a 8 de Dezembro de 2013 às 16:02
Já tinha visto uma notícia, há algum tempo, sobre este tema e, de facto, é algo que choca completamente qualquer pessoa que não tem estes hábitos comportamentais. Uma coisa é beber álcool de maneira considerada normal, coisa que, só por si, já pode ter muitas repercussões em termos de saúde, e não só, se for consumido de um modo excessivo. Outra completamente diferente é o que está referido neste artigo.
As pessoas utilizam este método inserir tampões, na vagina ou ânus, embebidos em álcool ou vertem álcool para olhos, de modo a atingirem um estado de embriaguez mais rapidamente e sem vestígios, mas, esquecem-se das consequências que estas práticas, que não têm fundamento nenhum, na minha opinião, lhes trarão num futuro bem próximo. Estas situações podem levar a casos clínicos particularmente complicados, como a cegueira ou infeções, em sítios por onde as bebidas alcoólicas são inseridas nas pessoas.
Sinceramente, não consigo perceber o porquê destas pessoas fazerem algo deste género, pois, mesmo gastando menos dinheiro para se embriagar, as repercussões, que são conhecidas por todos, falam mais alto e transformam estas práticas em algo sem sentido absolutamente nenhum.
Fernando Gamito 47606
Fernando Gamito a 14 de Dezembro de 2013 às 22:45