Fecham-se oportunidades?
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> Há muito que se discute um fecho em massa de alguns cursos do ensino superior. A polémica arrastou o assunto por mais um ano e surge agora a informação, pelas mãos do Diário Económico, que são cerca de 235 os que estão em risco de não abrir no próximo ano letivo. A lista prolonga-se e há quem lute pela permanência de cursos específicos em áreas que se dizem «fundamentais para o futuro do país». Há ainda quem defenda o fecho de muitos mais para o bem do ensino superior público. Que caminho há então que percorrer? Sou a favor do encerramento de cursos fantasma que mais não servem do que para «encher o bolso» a algumas personagens. Não contribuem em nada para o desenvolvimento do ensino e, em época de contenção contribuem sim para mais uma adição (não muito grande comparada com outros investimentos fantasma) nas contas da despesa pública. Generalizo a minha análise pois acredito no estudo rigoroso que foi feito para apurar a lista divulgada. Segundo se sabe a medida abrange licenciaturas e mestrados integrados que não tenham ultrapassado as 10 colocações nos últimos dois anos. Choca-me, ainda assim, os comentários que leio por essa internet fora. Basta uma breve pesquisa para perceber que há quem é contra a formação dos jovens em pela época de crise de oportunidades e quem é a favor do fecho do ensino superior devido à crise que supostamente atravessamos. É absurdo e não faz qualquer sentido. Um país que vive uma época de fragilidade a todos os níveis só tem de reforçar a educação e formar os que cá estão dentro antes que, como tantos outros, fujam e se vendam por tão pouco. Reforço que sou a favor desta medida e gostava de ver implementado em Portugal um ensino mais rigoroso e competente. Não basta só fechar cursos, tem de haver um acompanhamento e reformulações para responder às necessidades do mercado de trabalho e não formar e «educar» só porque sim.
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> André Palma nº45218
> Há muito que se discute um fecho em massa de alguns cursos do ensino superior. A polémica arrastou o assunto por mais um ano e surge agora a informação, pelas mãos do Diário Económico, que são cerca de 235 os que estão em risco de não abrir no próximo ano letivo. A lista prolonga-se e há quem lute pela permanência de cursos específicos em áreas que se dizem «fundamentais para o futuro do país». Há ainda quem defenda o fecho de muitos mais para o bem do ensino superior público. Que caminho há então que percorrer? Sou a favor do encerramento de cursos fantasma que mais não servem do que para «encher o bolso» a algumas personagens. Não contribuem em nada para o desenvolvimento do ensino e, em época de contenção contribuem sim para mais uma adição (não muito grande comparada com outros investimentos fantasma) nas contas da despesa pública. Generalizo a minha análise pois acredito no estudo rigoroso que foi feito para apurar a lista divulgada. Segundo se sabe a medida abrange licenciaturas e mestrados integrados que não tenham ultrapassado as 10 colocações nos últimos dois anos. Choca-me, ainda assim, os comentários que leio por essa internet fora. Basta uma breve pesquisa para perceber que há quem é contra a formação dos jovens em pela época de crise de oportunidades e quem é a favor do fecho do ensino superior devido à crise que supostamente atravessamos. É absurdo e não faz qualquer sentido. Um país que vive uma época de fragilidade a todos os níveis só tem de reforçar a educação e formar os que cá estão dentro antes que, como tantos outros, fujam e se vendam por tão pouco. Reforço que sou a favor desta medida e gostava de ver implementado em Portugal um ensino mais rigoroso e competente. Não basta só fechar cursos, tem de haver um acompanhamento e reformulações para responder às necessidades do mercado de trabalho e não formar e «educar» só porque sim.
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> André Palma nº45218


